HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2022
O uso difundido de medicamentos de ervas naturais tem induzido uma revisão dos efeitos de algumas preparações utilizadas comumente e de seus resultados potenciais adversos no período perioperatório. A lembrança dessas drogas pode falhar na avaliação pré-operatória, apesar dos efeitos metabólicos e hematológicos importantes poderem resultar do uso regular das mesmas. Assinale a alternativa incorreta quanto ás preocupações e recomendações pré-operatórias destas ervas.
Erva-de-São-João: indutor CYP450 → descontinuar 5-7 dias pré-op para evitar interações medicamentosas.
A Erva-de-São-João é um potente indutor das enzimas do citocromo P450, o que pode alterar o metabolismo de diversos fármacos anestésicos e analgésicos. A descontinuação de apenas 24 horas é insuficiente, sendo recomendado um período de 5 a 7 dias para que os níveis enzimáticos retornem ao normal e se evitem interações clinicamente significativas.
O uso de medicamentos fitoterápicos é crescente e muitos pacientes não os consideram "medicamentos", falhando em relatá-los na anamnese pré-operatória. No entanto, essas substâncias podem ter efeitos farmacológicos significativos, incluindo alterações metabólicas e hematológicas, que impactam diretamente a segurança do paciente no período perioperatório. É fundamental que o médico anestesiologista e o cirurgião estejam cientes dessas interações para prevenir complicações. A fisiopatologia das interações envolve principalmente a modulação de enzimas do citocromo P450, alteração da coagulação, efeitos cardiovasculares diretos ou aumento da sedação. A Ephedra, por exemplo, pode causar taquicardia e hipertensão, aumentando o risco de isquemia miocárdica. O Alho e o Ginkgo Biloba possuem propriedades antiplaquetárias, elevando o risco de sangramento. A Valeriana pode potencializar os efeitos sedativos dos anestésicos. A conduta correta envolve uma anamnese detalhada sobre o uso de fitoterápicos e a recomendação de descontinuação com tempo adequado antes da cirurgia eletiva. Para a Erva-de-São-João, o tempo de descontinuação recomendado é de 5 a 7 dias, e não 24 horas, devido à sua capacidade de indução enzimática prolongada. O prognóstico é melhor quando essas interações são antecipadas e manejadas proativamente.
Fitoterápicos como Ephedra (risco cardiovascular), Alho e Ginkgo Biloba (risco de sangramento), Erva-de-São-João (interações medicamentosas) e Valeriana (aumento da sedação) são os que mais preocupam no período perioperatório.
A Erva-de-São-João é um potente indutor de enzimas do citocromo P450, o que pode acelerar o metabolismo de anestésicos e outros fármacos, levando a falha terapêutica ou toxicidade. Por isso, deve ser descontinuada com antecedência.
O tempo varia conforme a erva: Alho e Ginkgo Biloba (7 dias), Ephedra (24-48 horas), Erva-de-São-João (5-7 dias) e Valeriana (24 horas). É crucial uma anamnese detalhada sobre o uso dessas substâncias.
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