SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2023
O medicamento utilizado em terapias antirretrovirais com maior associação a eventos adversos relacionados com sintomas neuropsiquiátricos como distúrbios do sono, sonolência, pesadelos, irritabilidade, euforia, depressão e agitação é:
Efavirenz (TARV) → Alta associação com efeitos neuropsiquiátricos: distúrbios do sono, pesadelos, depressão e agitação.
O efavirenz é um inibidor da transcriptase reversa não nucleosídeo (ITRNN) amplamente utilizado na terapia antirretroviral (TARV). É conhecido por sua alta incidência de efeitos adversos neuropsiquiátricos, que podem incluir distúrbios do sono, pesadelos vívidos, sonolência, tontura, irritabilidade, euforia, depressão e agitação, especialmente nas primeiras semanas de tratamento.
O efavirenz (EFV) é um inibidor da transcriptase reversa não nucleosídeo (ITRNN) que tem sido um pilar da terapia antirretroviral (TARV) para o HIV devido à sua potência e conveniência posológica. No entanto, é amplamente reconhecido por seu perfil de efeitos adversos neuropsiquiátricos, que podem ser um desafio significativo para a adesão e qualidade de vida dos pacientes. Esses efeitos são atribuídos à sua capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica e interagir com receptores no sistema nervoso central. Os sintomas neuropsiquiátricos associados ao efavirenz são variados e podem incluir distúrbios do sono (insônia, pesadelos vívidos), sonolência diurna, tontura, dificuldade de concentração, irritabilidade, euforia, ansiedade, depressão e, em casos mais raros, ideação suicida ou psicose. Estes efeitos são mais comuns nas primeiras semanas de tratamento e tendem a melhorar com a continuidade, mas podem persistir em uma parcela dos pacientes, exigindo monitoramento e, por vezes, a substituição do medicamento. No manejo clínico, é fundamental orientar o paciente sobre a possibilidade desses efeitos antes do início do tratamento e monitorá-los ativamente. A administração do efavirenz à noite, com o estômago vazio, pode ajudar a minimizar alguns sintomas. Em casos de efeitos adversos graves ou persistentes que comprometam a adesão ou a qualidade de vida, a troca para um regime antirretroviral alternativo, como um esquema baseado em inibidores de integrase, é uma opção a ser considerada, sempre em conjunto com a equipe de saúde.
Os efeitos incluem distúrbios do sono (insônia, pesadelos vívidos), sonolência, tontura, dificuldade de concentração, irritabilidade, euforia, depressão, ansiedade e, em casos raros, psicose.
Geralmente, esses sintomas são mais proeminentes nas primeiras semanas de tratamento e tendem a diminuir com o tempo, embora possam persistir em alguns pacientes, impactando a qualidade de vida e a adesão.
Em casos de efeitos graves ou intoleráveis, deve-se considerar a troca do efavirenz por outro antirretroviral, como um inibidor de integrase ou outro ITRNN com perfil de segurança neuropsiquiátrico mais favorável, sempre em consulta com o especialista.
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