HGNI - Hospital Geral de Nova Iguaçu (Hospital da Posse) (RJ) — Prova 2015
Na reanimação prolongada do recém-nascido na sala de parto quando há necessidade do uso de medicações estão indicados apenas:
Reanimação neonatal prolongada com medicação → Adrenalina para bradicardia/assistolia e Soro Fisiológico como expansor volêmico.
Na reanimação neonatal prolongada, a adrenalina é a medicação mais importante para bradicardia persistente ou assistolia. O soro fisiológico (ou expansores de volume) é indicado em casos de hipovolemia suspeita ou confirmada, como em choque.
A reanimação neonatal é um conjunto de procedimentos essenciais para recém-nascidos que não estabelecem respiração e circulação adequadas ao nascimento. Embora a maioria dos recém-nascidos responda bem às medidas iniciais de ventilação com pressão positiva, uma pequena porcentagem necessitará de reanimação prolongada, incluindo o uso de medicações. O conhecimento das indicações e doses corretas é vital para a equipe da sala de parto. As medicações mais importantes na reanimação neonatal prolongada são a adrenalina e os expansores de volume, como o soro fisiológico 0,9%. A adrenalina é o fármaco de escolha para bradicardia persistente (FC < 60 bpm) ou assistolia, administrada por via intravenosa (preferencialmente umbilical) ou endotraqueal. Sua ação vasoconstritora e inotrópica melhora a perfusão coronariana e cerebral. O soro fisiológico é indicado em situações de choque hipovolêmico, como em casos de perda sanguínea aguda (ex: placenta prévia, descolamento de placenta) ou sinais de hipovolemia que não respondem à reanimação inicial. Outras medicações, como bicarbonato de sódio, são raramente usadas e apenas em circunstâncias muito específicas, após correção da ventilação e circulação, e não fazem parte da rotina da reanimação neonatal.
A adrenalina é indicada na reanimação neonatal quando há bradicardia persistente (frequência cardíaca < 60 bpm) apesar de ventilação com pressão positiva e compressões torácicas eficazes, ou em casos de assistolia.
O soro fisiológico é utilizado como expansor volêmico em recém-nascidos com sinais de choque hipovolêmico, como palidez, pulsos fracos, enchimento capilar prolongado e ausência de resposta à reanimação inicial.
A atropina não é recomendada na reanimação neonatal devido à sua ineficácia na bradicardia hipóxica. O bicarbonato de sódio é raramente indicado, apenas em acidose metabólica grave e prolongada, após otimização da ventilação e circulação.
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