AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2022
O trato gastrointestinal desempenha funções muitos importantes de assimilação de nutrientes e eliminação de detritos metabólicos. Estas importantes funções podem ser modificadas por estímulos originados fora ou externamente, uma vez que o trato está em continuidade com o ambiente externo.Quanto aos mecanismos de proteção e que impedem que haja danos ao nosso organismo causado por alimentos, fármacos, toxinas e microrganismos infecciosos, assinale a alternativa correta.I - Cadeias de linfonodos que impedem que agentes nocivos entrem na circulação.II - Peptídeos antimicrobianos secretados pelas células de Paneth que impedem a entrada dos patógenos intraluminais.III - Filtração e destoxificação de fármacos e toxinas absorvidas nos intestinos e que chegam diretamente ao fígado por meio da circulação venosa caval inferior.
TGI: Células de Paneth secretam peptídeos antimicrobianos; linfonodos (Placas de Peyer) impedem entrada de patógenos. Toxinas chegam ao fígado pela veia porta, não cava inferior.
O trato gastrointestinal possui complexos mecanismos de defesa, incluindo barreiras físicas, químicas e imunológicas. As células de Paneth produzem peptídeos antimicrobianos, e as Placas de Peyer (linfonodos) atuam na vigilância imunológica. A circulação de substâncias absorvidas do intestino para o fígado ocorre via veia porta, para destoxificação.
O trato gastrointestinal (TGI) é uma interface vital entre o corpo e o ambiente externo, desempenhando funções essenciais de digestão, absorção e eliminação. Para proteger o organismo de uma vasta gama de agentes nocivos, como patógenos, toxinas e fármacos, o TGI desenvolveu mecanismos de defesa complexos e multicamadas. Estes incluem barreiras físicas (epitélio intestinal, camada de muco), químicas (ácido gástrico, enzimas, bile) e imunológicas. Entre os mecanismos imunológicos, destacam-se as células de Paneth, localizadas nas criptas de Lieberkühn do intestino delgado. Estas células são componentes chave da imunidade inata, secretando peptídeos antimicrobianos, como as defensinas e lisozimas, que atuam diretamente contra bactérias e outros microrganismos intraluminais, mantendo a homeostase da microbiota intestinal. Além disso, o TGI abriga um extenso sistema imune associado à mucosa (MALT), incluindo as Placas de Peyer, que são agregados de tecido linfoide no intestino delgado, responsáveis pela vigilância imunológica e pela iniciação de respostas imunes adaptativas contra antígenos luminais. Quanto à destoxificação, substâncias absorvidas no intestino, como fármacos e toxinas, não entram diretamente na circulação sistêmica. Em vez disso, são transportadas pela veia porta hepática para o fígado, onde são submetidas a um processo de "primeira passagem". No fígado, ocorrem reações de biotransformação (Fase I e Fase II) que visam inativar e solubilizar essas substâncias, facilitando sua excreção e protegendo o corpo de seus efeitos nocivos. A afirmativa de que chegam diretamente ao fígado pela circulação venosa cava inferior está incorreta, pois a veia porta é a principal via de drenagem do TGI para o fígado.
O TGI possui barreiras físicas (muco, junções apertadas), químicas (ácido gástrico, enzimas digestivas, bile) e imunológicas. As células de Paneth secretam peptídeos antimicrobianos, e as Placas de Peyer (linfonodos) realizam vigilância imunológica.
As células de Paneth, localizadas nas criptas de Lieberkühn no intestino delgado, são cruciais para a imunidade inata. Elas secretam peptídeos antimicrobianos, como as defensinas, que ajudam a controlar a flora bacteriana e proteger contra patógenos intraluminais.
Fármacos e toxinas absorvidas no intestino são transportados pela veia porta hepática diretamente para o fígado. No fígado, eles são submetidos a processos de biotransformação e destoxificação, antes de serem liberados para a circulação sistêmica ou excretados.
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