SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2021
Um jovem de sexo masculino, 28 anos de idade, em tentativa de suicídio, saltou do telhado de sua casa com altura estimada em ± 4,5 m, na posição ortostática. Seguindo a característica da mecânica do trauma, quais fraturas são esperadas, para que seja realizado seu exame físico direcionado?
Queda de altura em ortostase → Fraturas por carga axial: calcâneo, platô tibial, quadril, coluna toracolombar.
Em quedas de altura com impacto em posição ortostática, a energia é transmitida axialmente através dos membros inferiores e coluna. Isso resulta em fraturas por compressão e cisalhamento em pontos específicos, como calcâneo, platô tibial, acetábulo/quadril e a junção toracolombar da coluna, que é um ponto de transição biomecânica.
Traumas por queda de altura, especialmente em posição ortostática, resultam em um mecanismo de lesão por carga axial, onde a energia do impacto é transmitida ao longo do esqueleto. Esse tipo de trauma é de alta energia e pode causar múltiplas fraturas, muitas vezes em locais distantes do ponto de impacto inicial, devido à dissipação da força através das estruturas ósseas. As fraturas tipicamente esperadas nesse cenário incluem as fraturas de calcâneo, que absorvem o primeiro impacto, seguidas pelas fraturas de platô tibial, que resultam da compressão do fêmur sobre a tíbia. A energia continua a ser transmitida para a pelve, podendo causar fraturas de quadril (acetábulo ou anel pélvico), e para a coluna vertebral, com alta incidência de fraturas na junção toracolombar (T12-L1), um ponto de transição biomecânica vulnerável. Para o residente, é fundamental realizar um exame físico completo e direcionado, buscando ativamente essas fraturas associadas. A falha em identificar uma fratura na coluna ou pelve pode levar a complicações neurológicas ou instabilidade pélvica a longo prazo. A avaliação radiológica deve ser abrangente, incluindo radiografias de calcâneos, joelhos, pelve e toda a coluna vertebral, além de tomografia computadorizada conforme a suspeita clínica.
As fraturas mais comuns incluem fraturas de calcâneo (osso do calcanhar), fraturas de platô tibial (parte superior da tíbia), fraturas de quadril (acetábulo ou fêmur proximal) e fraturas da coluna vertebral, especialmente na junção toracolombar (T12-L1).
A junção toracolombar (T12-L1) é uma área de transição entre a coluna torácica rígida (estabilizada pelas costelas) e a coluna lombar mais flexível. Essa diferença de mobilidade a torna um ponto de concentração de estresse em traumas axiais, predispondo a fraturas por compressão ou explosão.
Um exame físico direcionado é crucial para identificar todas as lesões potenciais, mesmo as que não são imediatamente óbvias. A avaliação deve incluir palpação de toda a coluna, bacia, membros inferiores e exame neurológico completo, dada a alta energia envolvida e o risco de lesões múltiplas e ocultas.
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