Queda de Altura: Fraturas Esperadas por Carga Axial

SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2021

Enunciado

Um jovem de sexo masculino, 28 anos de idade, em tentativa de suicídio, saltou do telhado de sua casa com altura estimada em ± 4,5 m, na posição ortostática. Seguindo a característica da mecânica do trauma, quais fraturas são esperadas, para que seja realizado seu exame físico direcionado?

Alternativas

  1. A) Fratura de clavícula, fratura de Colles, fratura de crânio e fratura de tornozelo;
  2. B) Fratura de arcos costais, fratura de cotovelo, fratura de úmero e coluna cervical;
  3. C) Fratura de Bacia, Síndrome da cauda equina, fratura de Colles e fratura de tornozelo;
  4. D) Fratura de calcâneo, fratura de platô tibial, fratura de quadril e fratura toracolombar;
  5. E) Síndrome da cauda equina, fratura de Colles e fratura de clavícula;

Pérola Clínica

Queda de altura em ortostase → Fraturas por carga axial: calcâneo, platô tibial, quadril, coluna toracolombar.

Resumo-Chave

Em quedas de altura com impacto em posição ortostática, a energia é transmitida axialmente através dos membros inferiores e coluna. Isso resulta em fraturas por compressão e cisalhamento em pontos específicos, como calcâneo, platô tibial, acetábulo/quadril e a junção toracolombar da coluna, que é um ponto de transição biomecânica.

Contexto Educacional

Traumas por queda de altura, especialmente em posição ortostática, resultam em um mecanismo de lesão por carga axial, onde a energia do impacto é transmitida ao longo do esqueleto. Esse tipo de trauma é de alta energia e pode causar múltiplas fraturas, muitas vezes em locais distantes do ponto de impacto inicial, devido à dissipação da força através das estruturas ósseas. As fraturas tipicamente esperadas nesse cenário incluem as fraturas de calcâneo, que absorvem o primeiro impacto, seguidas pelas fraturas de platô tibial, que resultam da compressão do fêmur sobre a tíbia. A energia continua a ser transmitida para a pelve, podendo causar fraturas de quadril (acetábulo ou anel pélvico), e para a coluna vertebral, com alta incidência de fraturas na junção toracolombar (T12-L1), um ponto de transição biomecânica vulnerável. Para o residente, é fundamental realizar um exame físico completo e direcionado, buscando ativamente essas fraturas associadas. A falha em identificar uma fratura na coluna ou pelve pode levar a complicações neurológicas ou instabilidade pélvica a longo prazo. A avaliação radiológica deve ser abrangente, incluindo radiografias de calcâneos, joelhos, pelve e toda a coluna vertebral, além de tomografia computadorizada conforme a suspeita clínica.

Perguntas Frequentes

Quais são as fraturas mais comuns em quedas de altura com impacto em posição ortostática?

As fraturas mais comuns incluem fraturas de calcâneo (osso do calcanhar), fraturas de platô tibial (parte superior da tíbia), fraturas de quadril (acetábulo ou fêmur proximal) e fraturas da coluna vertebral, especialmente na junção toracolombar (T12-L1).

Por que a coluna toracolombar é particularmente vulnerável em quedas de altura?

A junção toracolombar (T12-L1) é uma área de transição entre a coluna torácica rígida (estabilizada pelas costelas) e a coluna lombar mais flexível. Essa diferença de mobilidade a torna um ponto de concentração de estresse em traumas axiais, predispondo a fraturas por compressão ou explosão.

Qual a importância de um exame físico direcionado após uma queda de altura?

Um exame físico direcionado é crucial para identificar todas as lesões potenciais, mesmo as que não são imediatamente óbvias. A avaliação deve incluir palpação de toda a coluna, bacia, membros inferiores e exame neurológico completo, dada a alta energia envolvida e o risco de lesões múltiplas e ocultas.

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