SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2025
A.L.H., 28 anos, primigesta, com pré-natal de risco habitual, chega à maternidade em trabalho de parto com 39 semanas e 6 dias. Ao exame, PA 120x80mmHg; BCF 148bpm; toque vaginal evidencia bolsa rota e líquido amniótico claro; feto em apresentação cefálica; insinuado, com dilatação de 7cm e evidenciada a variedade de posição, conforme a imagem a seguir. Para se desprender na variedade de posição occipitopúbica, quantos graus e em que sentido este feto deverá rodar?
Occipitopúbica (OP) para desprendimento → rotação de 90° sentido horário/anti-horário para occipitoanterior (OA).
A variedade de posição occipitopúbica (OP) exige uma rotação de 90 graus para que o occipital se posicione sob a sínfise púbica (occipitoanterior - OA), permitindo o desprendimento. O sentido horário ou anti-horário dependerá da posição inicial do occipital (direita ou esquerda).
O mecanismo de parto é um dos pilares da obstetrícia, e o entendimento das variedades de posição fetal é fundamental para a condução do trabalho de parto. A apresentação cefálica, embora a mais comum, pode ter variações na posição do occipital em relação à pelve materna, influenciando diretamente a progressão do parto. A variedade de posição occipitopúbica (OP) é uma dessas variações, onde o occipital fetal está voltado para a região posterior da pelve, mas com a face voltada para o púbis. Essa posição pode levar a um trabalho de parto mais demorado e com maior risco de distócias. Para que o desprendimento da cabeça ocorra de forma fisiológica, o occipital deve rodar para a posição occipitoanterior (OA), alinhando-se com a sínfise púbica. No caso da variedade occipitopúbica, essa rotação interna é de 90 graus. O sentido da rotação (horário ou anti-horário) dependerá da posição inicial do occipital (direita ou esquerda). A falha nessa rotação pode levar à persistência da posição occipital posterior, exigindo intervenções como rotação manual, uso de fórceps ou, em casos mais graves, cesariana. O manejo adequado da variedade de posição occipitopúbica requer monitoramento cuidadoso da progressão do trabalho de parto, avaliação da dilatação e descida, e, se necessário, intervenções para auxiliar na rotação fetal. O conhecimento preciso dos graus e sentidos de rotação é crucial para o residente de obstetrícia, pois impacta diretamente na segurança da mãe e do feto e na escolha da conduta mais apropriada para um desfecho favorável.
A variedade occipitopúbica (OP) ocorre quando o occipital fetal está voltado para o púbis materno, mas em uma posição posterior. A occipitossacra (OS) é quando o occipital está diretamente voltado para o sacro materno, sendo uma má-posição mais grave.
A rotação de 90 graus é necessária para que o occipital fetal se posicione sob a sínfise púbica (posição occipitoanterior), permitindo a deflexão e o desprendimento da cabeça fetal através do canal de parto, otimizando os diâmetros para a passagem.
As principais complicações incluem trabalho de parto prolongado, aumento da necessidade de analgesia, maior risco de lacerações perineais de 3º e 4º graus, e maior taxa de partos operatórios (fórceps, vácuo extrator ou cesariana) devido à distócia de rotação.
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