PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2024
G3 PN2 A0, IG 39s 6d é internada em franco trabalho de parto. Na admissão PA 120/85 mmHg, FC 92 bpm, altura uterina 37 cm, DU: 4/50"/10", BCF 148 bpm, colo dilatado 7 cm, centralizado, esvaecido 50%, bolsa rota, apresentação cefálica fletida, no plano 0 De Lee, em variedade OET. Neste parto, qual a evolução prevista para a rotação interna da cabeça?
Apresentação OET → rotação interna de 90° em sentido anti-horário para OAP.
Na apresentação occipito-ilíaca esquerda transversa (OET), o occipital do feto está voltado para a esquerda e transversalmente. Para que o parto progrida, o occipital precisa girar para a sínfise púbica (occipito-anterior) ou para o sacro (occipito-posterior), sendo a rotação para occipito-anterior a mais comum, exigindo um giro de 90° no sentido anti-horário.
O trabalho de parto é um processo fisiológico complexo que envolve uma série de movimentos coordenados do feto para atravessar o canal de parto, conhecidos como movimentos cardinais. A rotação interna é um desses movimentos cruciais, ocorrendo após a flexão e descida da cabeça fetal. Ela é essencial para que o maior diâmetro da cabeça se alinhe com o maior diâmetro da pelve materna, permitindo a progressão do parto. A variedade de posição occipito-ilíaca esquerda transversa (OET) é uma apresentação comum na insinuação, onde o occipital fetal está posicionado transversalmente em relação à pelve materna, apontando para a esquerda. Para que o parto progrida, a cabeça fetal precisa realizar uma rotação interna. A rotação mais comum e favorável é de 90 graus no sentido anti-horário, levando o occipital para a sínfise púbica, resultando na variedade occipito-anterior (OA), que é a posição ideal para a expulsão. O conhecimento detalhado dos mecanismos de parto e das rotações específicas para cada variedade de posição é fundamental para o obstetra. A falha na rotação interna pode levar a distocias de parto, prolongamento do trabalho de parto e, em alguns casos, necessidade de intervenções como fórceps, vácuo extrator ou cesariana. A avaliação da variedade de posição durante o toque vaginal é, portanto, uma habilidade essencial na prática obstétrica.
Os movimentos cardinais incluem insinuação, descida, flexão, rotação interna, extensão, rotação externa (restituição) e expulsão. Eles descrevem a sequência de mudanças na posição da cabeça fetal à medida que ela atravessa o canal de parto.
A rotação interna é crucial porque alinha o maior diâmetro da cabeça fetal (diâmetro suboccipitobregmático) com o maior diâmetro da pelve materna (diâmetro anteroposterior da saída), permitindo a passagem da cabeça pelo canal de parto. Sem essa rotação, o parto vaginal pode ser obstruído.
As variedades de posição mais comuns são occipito-anterior (OA), que inclui occipito-ilíaca esquerda anterior (OIEA) e occipito-ilíaca direita anterior (OIDA). A occipito-ilíaca esquerda transversa (OET) é uma posição comum de insinuação que requer rotação interna para OA.
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