Unioeste/HUOP - Hospital Universitário do Oeste do Paraná - Cascavel (PR) — Prova 2015
No mecanismo de parto, a rotação interna das espáduas, simultânea à rotação externa da cabeça fetal, recebe o nome de
Rotação interna espáduas + rotação externa cabeça fetal = Restituição no mecanismo de parto.
A restituição é um dos tempos do mecanismo de parto, onde a cabeça fetal, após sua rotação interna e desprendimento, realiza uma rotação externa para se alinhar com o dorso fetal, enquanto as espáduas realizam sua rotação interna para se encaixar no diâmetro anteroposterior da pelve materna.
O mecanismo de parto é uma sequência complexa e coordenada de movimentos que o feto realiza para atravessar o canal de parto. Compreender esses "tempos" ou "movimentos cardinais" é essencial para qualquer profissional de obstetrícia, pois permite identificar progressões normais e intervir em caso de distócias. A restituição é um desses movimentos cruciais. Após o desprendimento da cabeça fetal, que já realizou sua rotação interna para se alinhar com o diâmetro anteroposterior da pelve, ocorre a restituição. Neste momento, a cabeça fetal realiza uma rotação externa, retornando à sua posição original em relação ao dorso do feto. Simultaneamente, as espáduas fetais, que ainda estão dentro da pelve, realizam sua própria rotação interna para se posicionarem no diâmetro anteroposterior da bacia materna, preparando-se para o desprendimento. A restituição é um evento fisiológico que indica a boa progressão do parto e a adaptação do feto ao canal de parto. Sua ausência ou anormalidade pode sugerir problemas na rotação das espáduas, o que pode levar a complicações como a distócia de ombros, uma emergência obstétrica que exige manobras específicas. Residentes devem estar aptos a reconhecer e diferenciar a restituição de outras fases do parto e de suas possíveis intercorrências.
A restituição é o movimento em que a cabeça fetal, após ter se desprendido e realizado sua rotação interna, gira externamente para se realinhar com o dorso do feto, que está realizando sua rotação interna para se posicionar no diâmetro anteroposterior da pelve.
Os principais tempos são: insinuação, descida, flexão, rotação interna, desprendimento, restituição e rotação externa, e desprendimento dos ombros e corpo.
A restituição é fundamental para permitir que os ombros fetais se encaixem e progridam através da pelve materna, facilitando o desprendimento subsequente dos ombros e do restante do corpo fetal, evitando complicações como a distócia de ombros.
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