Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2026
No estudo do mecanismo do parto, é correto afirmar:
O estudo do mecanismo do parto é fundamental para a assistência obstétrica, permitindo ao profissional identificar distócias e progressão normal. O processo é dividido didaticamente em tempos: insinuação, descida, rotação interna, desprendimento, rotação externa e desprendimento das espáduas. Cada movimento é uma resposta mecânica às resistências impostas pelo canal de parto e pela musculatura do assoalho pélvico. A rotação externa é um ponto crítico para o desprendimento dos ombros. Após a cabeça emergir, ela tende a retornar à sua orientação original em relação ao tronco. Esse movimento externo é o sinal visual de que os ombros estão se posicionando internamente no diâmetro anteroposterior da bacia, que é o maior diâmetro da saída pélvica, minimizando o risco de distócia de ombros.
A manobra de restituição, também conhecida como rotação externa do polo cefálico, ocorre logo após o desprendimento da cabeça. O feto gira a cabeça para a mesma posição em que se encontrava na insinuação (ex: de OP para ODT). Esse movimento é passivo e reflete a rotação interna dos ombros (diâmetro bisacromial) que está ocorrendo simultaneamente dentro da pelve, buscando o diâmetro anteroposterior do estreito inferior para facilitar o desprendimento das espáduas.
A rotação interna ocorre com o feto ainda dentro do canal de parto, onde a apresentação (geralmente o polo cefálico) gira para se acomodar ao diâmetro anteroposterior da pelve média/inferior (geralmente para a posição Occipito-Púbica). A rotação externa ocorre após a saída da cabeça; a cabeça gira externamente para que os ombros, que ainda estão dentro, possam se alinhar ao diâmetro anteroposterior da saída pélvica, permitindo o nascimento do ombro anterior e depois do posterior.
A insinuação, ou engajamento, ocorre quando o maior diâmetro transversal da apresentação (no caso da cefálica fletida, o diâmetro biparietal) ultrapassa o plano do estreito superior da bacia. Clinicamente, isso é identificado quando a parte mais baixa da apresentação atinge o nível das espinhas isquiáticas (Plano 0 de DeLee). É o primeiro tempo fundamental do mecanismo de parto.
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