Mecanismo do Parto: Entendendo a Rotação Interna Fetal

Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2015

Enunciado

Considerando o mecanismo do parto, é CORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) O encaixamento é a passagem do vértice do polo cefálico fetal pelo estreito superior da pequena bacia.
  2. B) A palpação, por meio do toque vaginal da fontanela anterior, determina que a flexão do polo cefálico ocorreu.
  3. C) A amplitude da rotação interna pode variar por volta de 45° nas variedades de posição occipito-anteriores e por volta de 135° nas variedades de posição occipito-posteriores.
  4. D) Na rotação externa, a cabeça fetal gira, assumindo a posição contrária àquela que estava quando do encaixamento.

Pérola Clínica

Rotação interna fetal: occipito-anteriores ~45°, occipito-posteriores ~135°.

Resumo-Chave

A rotação interna é um movimento essencial do mecanismo do parto, onde a cabeça fetal gira para que o occipital se posicione sob a sínfise púbica. A amplitude dessa rotação varia significativamente dependendo da posição inicial do feto, sendo maior nas posições occipito-posteriores.

Contexto Educacional

O mecanismo do parto é uma sequência coordenada de movimentos que o feto realiza para atravessar o canal de parto. Compreender cada etapa é fundamental para o obstetra, pois anomalias em qualquer fase podem levar a distócias. A rotação interna é um dos movimentos mais críticos, permitindo que o maior diâmetro da cabeça fetal se alinhe com o maior diâmetro da pelve materna. A fisiologia da rotação interna é ditada pela forma da pelve materna e pela apresentação fetal. Nas variedades de posição occipito-anteriores (ex: OEA), a rotação é mínima (cerca de 45°) para que o occipital se posicione sob a sínfise púbica. No entanto, nas variedades occipito-posteriores (ex: ODP, ODT), o feto precisa realizar uma rotação muito mais ampla, de aproximadamente 135°, para que o occipital se direcione para a sínfise púbica, o que pode prolongar o trabalho de parto e aumentar o risco de intervenções. O conhecimento detalhado dessas amplitudes de rotação é crucial para o manejo do trabalho de parto. A avaliação do progresso da rotação interna é feita por toque vaginal, identificando a posição da fontanela posterior. A falha na rotação interna pode indicar uma desproporção céfalo-pélvica ou uma contração uterina ineficaz, exigindo intervenção, como fórceps, vácuo extrator ou cesariana.

Perguntas Frequentes

O que é a rotação interna no mecanismo do parto?

A rotação interna é o movimento em que a cabeça fetal gira para que o occipital se posicione sob a sínfise púbica (nas apresentações cefálicas), permitindo a passagem pelo canal de parto. É um ajuste fundamental para a progressão do parto.

Qual a diferença na rotação interna entre posições occipito-anteriores e occipito-posteriores?

Nas posições occipito-anteriores, a rotação interna é menor, cerca de 45°. Nas posições occipito-posteriores, a rotação é maior, podendo chegar a 135°, pois o feto precisa girar mais para que o occipital se direcione para a sínfise púbica.

Quais são as fases do mecanismo do parto?

As fases clássicas do mecanismo do parto incluem: insinuação (encaixamento), descida, flexão, rotação interna, desprendimento (extensão), rotação externa (restauração) e desprendimento dos ombros e corpo.

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