HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2020
Sobre o mecanismo de Frank-Starling, marque a alternativa CORRETA:
Frank-Starling → ↑ pré-carga = ↑ força contração ventricular, otimizando débito cardíaco.
O mecanismo de Frank-Starling descreve a capacidade intrínseca do coração de ajustar sua força de contração em resposta às alterações no volume de sangue que retorna aos ventrículos (pré-carga). Um maior estiramento das fibras miocárdicas durante a diástole resulta em uma contração mais potente na sístole seguinte, otimizando o débito cardíaco.
O mecanismo de Frank-Starling é um princípio fundamental da fisiologia cardiovascular, descrevendo a relação direta entre o volume diastólico final (pré-carga) e a força de contração ventricular. Essencial para a compreensão da função cardíaca, ele explica como o coração ajusta seu débito para corresponder ao retorno venoso, mantendo o equilíbrio hemodinâmico. Este conceito é crucial para residentes entenderem a resposta cardíaca a condições fisiológicas e patológicas. A base fisiológica reside no estiramento das fibras miocárdicas. Um maior volume de sangue no ventrículo ao final da diástole estira mais as fibras musculares, otimizando a sobreposição dos filamentos de actina e miosina e aumentando a sensibilidade ao cálcio, resultando em uma contração sistólica mais vigorosa. Isso garante que, dentro dos limites fisiológicos, o coração ejetará o volume de sangue que recebe. Compreender o mecanismo de Frank-Starling é vital para interpretar a resposta do coração a terapias com fluidos, diuréticos e condições como insuficiência cardíaca. Em cenários clínicos, a curva de Frank-Starling pode ser deslocada por alterações na contratilidade (inotropismo) ou pós-carga, impactando diretamente o débito cardíaco e a perfusão tecidual.
É a capacidade intrínseca do coração de variar sua força de contração em resposta a alterações no volume de sangue que retorna a ele, ou seja, na pré-carga.
Um aumento da pré-carga leva a um maior estiramento das fibras miocárdicas no final da diástole, resultando em uma força de contração mais potente na sístole seguinte, até um limite fisiológico.
Ele permite que o coração se adapte às demandas variáveis do corpo, mantendo o débito cardíaco adequado e garantindo que o volume ejetado seja igual ao volume recebido, prevenindo acúmulo de sangue nas câmaras.
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