HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2020
Considere mecanismos de ação dos anticoncepcionais orais combinado para marcar (V), se verdadeiro ou (F), se falso nas seguintes situações: ( ) Bloqueio da ovulação. ( ) Proliferação endometrial. ( ) Aumento da filância do muco cervical. ( ) Modificação da contratilidade tubária. A sequência CORRETA é
ACO combinado: Bloqueia ovulação, altera muco cervical (↓ filância) e contratilidade tubária, atrofia endometrial.
Os anticoncepcionais orais combinados (ACOs) atuam principalmente inibindo a ovulação via supressão do FSH e LH. Além disso, alteram o muco cervical (tornando-o espesso e hostil ao espermatozoide, ou seja, diminuem a filância) e modificam a contratilidade tubária, dificultando o transporte de gametas. Eles também causam atrofia endometrial, não proliferação.
Os anticoncepcionais orais combinados (ACOs) são um dos métodos contraceptivos mais eficazes e amplamente utilizados. Sua eficácia reside na atuação em múltiplos níveis do sistema reprodutor feminino, garantindo uma proteção robusta contra a gravidez. Compreender seus mecanismos de ação é crucial para a prática clínica e para a educação das pacientes. O principal mecanismo dos ACOs é a inibição da ovulação. O estrogênio e o progestágeno exógenos suprimem a liberação de GnRH pelo hipotálamo, o que, por sua vez, inibe a secreção de FSH e LH pela hipófise. Sem picos de FSH e LH, o desenvolvimento folicular e a ovulação são impedidos. Além disso, o componente progestagênico atua no muco cervical, tornando-o mais espesso e com menor filância, o que dificulta a passagem dos espermatozoides. Outros mecanismos importantes incluem a modificação da contratilidade das tubas uterinas, que prejudica o transporte de gametas e do óvulo fertilizado, e a alteração do endométrio, tornando-o atrófico e desfavorável à implantação. É importante notar que os ACOs não causam proliferação endometrial, mas sim uma atrofia que contribui para a contracepção e para a redução do sangramento menstrual.
O principal mecanismo é a inibição da ovulação, através da supressão dos hormônios gonadotróficos (FSH e LH) pela ação combinada de estrogênio e progestágeno, impedindo o desenvolvimento folicular e a liberação do óvulo.
Os ACOs, principalmente pelo componente progestagênico, tornam o muco cervical mais espesso e com menor filância, criando uma barreira que dificulta a penetração e o transporte dos espermatozoides para o útero.
Não, os anticoncepcionais orais combinados, devido à ação do progestágeno, causam atrofia ou estabilização do endométrio, tornando-o desfavorável à implantação e reduzindo o risco de hiperplasia endometrial.
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