IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025
O mecanismo de ação da nitroglicerina como vasodilatador em doenças vasculares, incluindo sua aplicação clínica, é descrito corretamente por:
Nitroglicerina = doador de Óxido Nítrico (NO) → ativa guanilato ciclase → ↑GMPc → relaxamento do músculo liso vascular → venodilatação > vasodilatação arterial.
A nitroglicerina é um pró-fármaco que, ao ser metabolizado, libera óxido nítrico (NO). O NO ativa a enzima guanilato ciclase, que converte GTP em GMP cíclico (GMPc). O aumento do GMPc intracelular promove o relaxamento da musculatura lisa dos vasos, resultando em vasodilatação, com efeito predominante sobre as veias.
A nitroglicerina é um fármaco da classe dos nitratos orgânicos, amplamente utilizado no tratamento de condições cardiovasculares como a angina pectoris e a insuficiência cardíaca aguda. Sua eficácia reside em seu potente efeito vasodilatador, que é mediado por um mecanismo bioquímico específico. Fisiopatologicamente, a nitroglicerina atua como um pró-fármaco. Após a administração, ela é metabolizada nos tecidos, liberando óxido nítrico (NO). O óxido nítrico é uma molécula sinalizadora que se difunde para as células musculares lisas dos vasos sanguíneos e ativa a enzima guanilato ciclase solúvel. Esta enzima catalisa a conversão de guanosina trifosfato (GTP) em guanosina monofosfato cíclico (GMPc). O aumento dos níveis intracelulares de GMPc ativa a proteína quinase G (PKG), que por sua vez fosforila diversas proteínas, levando à diminuição da concentração de cálcio intracelular e ao relaxamento da célula muscular lisa. O resultado final é a vasodilatação. A nitroglicerina tem um efeito mais pronunciado sobre o sistema venoso (venodilatação) do que sobre o arterial. A venodilatação reduz o retorno venoso ao coração (pré-carga), diminuindo a pressão diastólica final do ventrículo esquerdo e, consequentemente, o consumo de oxigênio pelo miocárdio, que é o principal mecanismo de alívio da angina.
Seu principal efeito é a venodilatação, que diminui o retorno venoso ao coração e, consequentemente, a pré-carga. Isso reduz a tensão na parede do miocárdio e o consumo de oxigênio. Em doses mais altas, também promove vasodilatação arterial, reduzindo a pós-carga.
A combinação é contraindicada pois ambos os fármacos aumentam os níveis de GMPc por mecanismos diferentes e sinérgicos. A nitroglicerina aumenta a produção de GMPc e os inibidores da PDE-5 bloqueiam sua degradação, resultando em vasodilatação profunda, hipotensão grave e potencialmente fatal.
O alívio da dor anginosa ocorre primariamente pela redução da pré-carga cardíaca devido à venodilatação. Isso diminui o trabalho do coração e o consumo de oxigênio pelo miocárdio, reequilibrando a oferta e a demanda de oxigênio no músculo cardíaco isquêmico.
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