HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2023
Qual o principal mecanismo de ação da lidocaína?
Lidocaína → bloqueia canais de sódio voltagem-dependentes, inibindo condução nervosa.
A lidocaína, um anestésico local e antiarrítmico da classe IB, age principalmente bloqueando os canais de sódio voltagem-dependentes na membrana neuronal. Isso impede a despolarização e a propagação do potencial de ação, resultando em anestesia local e estabilização de membranas excitáveis.
A lidocaína é um dos anestésicos locais mais amplamente utilizados na prática médica, com aplicações que vão desde procedimentos odontológicos e pequenas cirurgias até o manejo de arritmias cardíacas. Compreender seu mecanismo de ação é fundamental para o uso seguro e eficaz. Ela pertence à classe das amidas e é caracterizada por um início de ação rápido e duração intermediária. O principal mecanismo de ação da lidocaína envolve o bloqueio dos canais de sódio voltagem-dependentes nas membranas das células nervosas. Ao se ligar a esses canais, a lidocaína impede o influxo de íons sódio para o interior da célula, o que é essencial para a geração e propagação do potencial de ação. Consequentemente, a transmissão dos impulsos nervosos é inibida, resultando em anestesia local e bloqueio da sensação de dor. Além de sua função anestésica, a lidocaína é classificada como um antiarrítmico da classe IB. Nesse contexto, ela atua estabilizando a membrana miocárdica e reduzindo a excitabilidade ventricular, sendo particularmente eficaz no tratamento de arritmias ventriculares pós-infarto. É crucial que os profissionais de saúde estejam cientes da dose máxima e dos sinais de toxicidade, especialmente neurológicos e cardiovasculares, para evitar complicações.
A lidocaína age bloqueando reversivelmente os canais de sódio voltagem-dependentes nas membranas dos neurônios. Isso impede o influxo de íons sódio, inibindo a despolarização da membrana e a propagação dos impulsos nervosos, resultando na perda da sensação de dor na área aplicada.
A lidocaína é também utilizada como antiarrítmico da classe IB, especialmente no tratamento de arritmias ventriculares agudas, como taquicardia ventricular e fibrilação ventricular, em contextos de isquemia miocárdica. Pode ser usada topicamente para alívio da dor e em algumas condições de dor neuropática.
Os efeitos adversos da lidocaína estão relacionados à sua ação sistêmica e incluem toxicidade no sistema nervoso central (tontura, convulsões, parestesias) e cardiovascular (bradicardia, hipotensão, arritmias). A toxicidade é dose-dependente e pode ser exacerbada por injeção intravascular acidental.
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