FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2025
Pacientes submetidos a operações grandes e demoradas, aqueles acamados por longos períodos, os idosos e os portadores de infecções graves têm maior risco de embolia pulmonar por trombos. Para prevenir essa complicação, são indicados anticoagulantes. A heparina foi a mais amplamente utilizada. Considerando o mecanismo de ação da heparina, é CORRETO afirmar que ele:
Heparina: acelera a ação da antitrombina, inibindo fatores da coagulação e prevenindo trombos.
A heparina exerce seu efeito anticoagulante principalmente potencializando a ação da antitrombina (também conhecida como antitrombina III), um inibidor natural da coagulação. Ao se ligar à antitrombina, a heparina aumenta drasticamente sua afinidade e velocidade de inibição de vários fatores da coagulação, como a trombina (Fator IIa) e o Fator Xa, prevenindo a formação de trombos.
A heparina é um anticoagulante amplamente utilizado na prática clínica para prevenir e tratar eventos tromboembólicos, como a trombose venosa profunda e a embolia pulmonar. Sua indicação é crucial em pacientes com alto risco, incluindo aqueles submetidos a cirurgias de grande porte, imobilizados por longos períodos, idosos e portadores de infecções graves. Compreender seu mecanismo de ação é fundamental para o uso seguro e eficaz. O mecanismo de ação da heparina não é direto; ela atua como um cofator para a antitrombina (também conhecida como antitrombina III), uma serina protease inibidora natural presente no plasma. Ao se ligar à antitrombina, a heparina provoca uma mudança conformacional que aumenta drasticamente a afinidade da antitrombina por seus substratos, principalmente a trombina (Fator IIa) e o Fator Xa. Essa ligação acelera em até 1.000 vezes a taxa de inativação desses fatores, que são essenciais para a formação do coágulo de fibrina. Existem dois tipos principais de heparina: a heparina não fracionada (HNF) e as heparinas de baixo peso molecular (HBPM). Ambas dependem da antitrombina, mas a HNF, por ter cadeias mais longas, é capaz de se ligar tanto à antitrombina quanto à trombina, formando um complexo ternário que inativa a trombina. As HBPM, com cadeias mais curtas, têm uma maior seletividade para inativar o Fator Xa via antitrombina, com menor efeito sobre a trombina. A escolha entre elas depende da indicação clínica, perfil de segurança e via de administração.
A heparina não age diretamente como um inibidor. Ela se liga à antitrombina, um inibidor natural, e acelera sua capacidade de inativar fatores da coagulação, como a trombina (Fator IIa) e o Fator Xa.
Ambas atuam via antitrombina. A heparina não fracionada inibe trombina e Fator Xa igualmente. A heparina de baixo peso molecular tem maior seletividade para o Fator Xa, devido ao seu tamanho menor.
A heparina é indicada para a prevenção e tratamento de trombose venosa profunda (TVP), embolia pulmonar (EP), síndromes coronarianas agudas e em procedimentos que requerem anticoagulação rápida.
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