HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2025
Os análogos do peptídeo-1, semelhante ao Glucagon (GLP-1), são medicações utilizadas atualmente em larga escala no tratamento da obesidade e no diabetes mellitus tipo 2. Recentemente, benefícios estão sendo apontados do ponto de vista cardiovascular e neurológico. Desse modo, assinale a alternativa que apresenta o mecanismo de ação da classe.
Análogos de GLP-1 = ↑ insulina (glicose-dependente) + ↓ glucagon + retardo do esvaziamento gástrico + ↑ saciedade.
Os análogos de GLP-1 mimetizam o efeito incretínico: estimulam a secreção de insulina pelo pâncreas apenas quando a glicemia está elevada, suprimem o glucagon, retardam o esvaziamento gástrico e atuam no sistema nervoso central promovendo saciedade.
Os análogos do receptor do peptídeo-1 semelhante ao glucagon (GLP-1) representam uma classe terapêutica revolucionária no tratamento do diabetes mellitus tipo 2 (DM2) e da obesidade. Fármacos como a semaglutida e liraglutida ganharam destaque pelos potentes efeitos na redução da glicemia e do peso, além de benefícios cardiovasculares. O mecanismo de ação é multifacetado e mimetiza as ações do GLP-1 endógeno, um hormônio incretínico. Suas principais ações incluem: 1) Potencialização da secreção de insulina de forma glicose-dependente; 2) Supressão da secreção de glucagon, reduzindo a produção hepática de glicose; 3) Retardamento do esvaziamento gástrico; e 4) Ação no sistema nervoso central, promovendo saciedade. A natureza glicose-dependente da secreção de insulina é uma característica fundamental, conferindo um baixo risco de hipoglicemia. O retardo no esvaziamento gástrico e a ação central na saciedade são os principais mecanismos responsáveis pela perda de peso. A compreensão dessa fisiopatologia é essencial para o manejo clínico e orientação sobre os efeitos colaterais gastrointestinais.
A perda de peso é multifatorial. Ocorre principalmente pelo retardo do esvaziamento gástrico e pela ação direta em receptores no hipotálamo, o que aumenta a sensação de saciedade e reduz a ingestão calórica.
Significa que o fármaco potencializa a liberação de insulina pelas células beta pancreáticas apenas na presença de níveis elevados de glicose. Quando a glicemia está normal ou baixa, o efeito insulinotrópico é mínimo, reduzindo drasticamente o risco de hipoglicemia.
Os efeitos colaterais mais comuns são gastrointestinais, como náuseas, vômitos e diarreia. Eles são geralmente transitórios e dose-dependentes, tendendo a melhorar com o tempo de uso e a titulação gradual da dose.
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