Polimixinas: Mecanismo de Ação e Espectro Antibacteriano

HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2024

Enunciado

Quanto à estrutura, à atividade antibacteriana e ao mecanismo de ação das polimixinas, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) A ação antibacteriana das polimixinas é atribuída a sua composição anfipática e à capacidade de formar poros na membrana de Gram-negativos.
  2. B) A Polimixina B (PMB) e a colistina, grupos mais estudados, são caracterizadas pela presença de um resíduo de leucina na posição 7 e diferem em relação ao resíduo da posição 6, o qual, na PMB, é a d-leucina e, na colistina, é a-fenilalanina.
  3. C) As polimixinas agem contra algumas bactérias Gram-positivas, embora não tenham ação contra cocos Gram-negativos, anaeróbios e fungos.
  4. D) As polimixinas são polipeptídeos catiônicos cíclicos não ribossômicos cuja estrutura é composta por um anel tripeptídio, resíduos não protogênicos de Dab com carga positiva, um segmento linear heptapeptídeo e um grupo de ácido graxo hidrofóbico com terminal metil.

Pérola Clínica

Polimixinas = antibióticos anfipáticos que formam poros na membrana de Gram-negativos.

Resumo-Chave

As polimixinas, como a Polimixina B e a colistina, são antibióticos peptídicos cíclicos que agem desorganizando a membrana externa e citoplasmática de bactérias Gram-negativas. Sua natureza anfipática permite a interação com os lipopolissacarídeos (LPS) da membrana externa, levando à formação de poros e à lise celular.

Contexto Educacional

As polimixinas representam uma classe de antibióticos peptídicos cíclicos, reintroduzidas na prática clínica devido à crescente prevalência de bactérias Gram-negativas multirresistentes. Sua importância reside na capacidade de combater patógenos como Pseudomonas aeruginosa, Acinetobacter baumannii e Klebsiella pneumoniae produtores de carbapenemases. Compreender seu mecanismo de ação é fundamental para o uso racional e eficaz. O mecanismo de ação das polimixinas é único e está diretamente ligado à sua estrutura anfipática. Elas interagem eletrostaticamente com os lipopolissacarídeos (LPS) carregados negativamente na membrana externa de bactérias Gram-negativas, deslocando íons cálcio e magnésio. Essa interação desorganiza a membrana, aumentando a permeabilidade e levando à formação de poros, o que resulta em extravasamento de componentes citoplasmáticos e lise celular. Embora eficazes contra Gram-negativos, as polimixinas apresentam toxicidade renal e neurotoxicidade, o que limita seu uso e exige monitoramento cuidadoso. A escolha entre Polimixina B e colistina (pró-droga da colistimetato de sódio) depende da disponibilidade e da experiência clínica, mas ambas compartilham um perfil de eficácia e toxicidade similar. O conhecimento aprofundado sobre essa classe é crucial para residentes que lidam com infecções graves e multirresistentes.

Perguntas Frequentes

Como as polimixinas atuam nas bactérias?

As polimixinas são peptídeos anfipáticos que interagem com os lipopolissacarídeos (LPS) da membrana externa de bactérias Gram-negativas, desorganizando-a e formando poros que levam à extravasamento de conteúdo celular e morte bacteriana.

Quais são as principais polimixinas utilizadas na prática clínica?

As principais polimixinas são a Polimixina B (PMB) e a colistina (Polimixina E), ambas reintroduzidas devido ao aumento da resistência a outros antibióticos, especialmente contra bactérias Gram-negativas multirresistentes.

As polimixinas são eficazes contra bactérias Gram-positivas?

Não, as polimixinas têm atividade limitada ou nula contra bactérias Gram-positivas, anaeróbios e fungos. Seu espectro de ação é focado principalmente em bactérias Gram-negativas, como Pseudomonas aeruginosa e Acinetobacter baumannii.

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