HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2024
Quanto à estrutura, à atividade antibacteriana e ao mecanismo de ação das polimixinas, assinale a alternativa CORRETA.
Polimixinas = antibióticos anfipáticos que formam poros na membrana de Gram-negativos.
As polimixinas, como a Polimixina B e a colistina, são antibióticos peptídicos cíclicos que agem desorganizando a membrana externa e citoplasmática de bactérias Gram-negativas. Sua natureza anfipática permite a interação com os lipopolissacarídeos (LPS) da membrana externa, levando à formação de poros e à lise celular.
As polimixinas representam uma classe de antibióticos peptídicos cíclicos, reintroduzidas na prática clínica devido à crescente prevalência de bactérias Gram-negativas multirresistentes. Sua importância reside na capacidade de combater patógenos como Pseudomonas aeruginosa, Acinetobacter baumannii e Klebsiella pneumoniae produtores de carbapenemases. Compreender seu mecanismo de ação é fundamental para o uso racional e eficaz. O mecanismo de ação das polimixinas é único e está diretamente ligado à sua estrutura anfipática. Elas interagem eletrostaticamente com os lipopolissacarídeos (LPS) carregados negativamente na membrana externa de bactérias Gram-negativas, deslocando íons cálcio e magnésio. Essa interação desorganiza a membrana, aumentando a permeabilidade e levando à formação de poros, o que resulta em extravasamento de componentes citoplasmáticos e lise celular. Embora eficazes contra Gram-negativos, as polimixinas apresentam toxicidade renal e neurotoxicidade, o que limita seu uso e exige monitoramento cuidadoso. A escolha entre Polimixina B e colistina (pró-droga da colistimetato de sódio) depende da disponibilidade e da experiência clínica, mas ambas compartilham um perfil de eficácia e toxicidade similar. O conhecimento aprofundado sobre essa classe é crucial para residentes que lidam com infecções graves e multirresistentes.
As polimixinas são peptídeos anfipáticos que interagem com os lipopolissacarídeos (LPS) da membrana externa de bactérias Gram-negativas, desorganizando-a e formando poros que levam à extravasamento de conteúdo celular e morte bacteriana.
As principais polimixinas são a Polimixina B (PMB) e a colistina (Polimixina E), ambas reintroduzidas devido ao aumento da resistência a outros antibióticos, especialmente contra bactérias Gram-negativas multirresistentes.
Não, as polimixinas têm atividade limitada ou nula contra bactérias Gram-positivas, anaeróbios e fungos. Seu espectro de ação é focado principalmente em bactérias Gram-negativas, como Pseudomonas aeruginosa e Acinetobacter baumannii.
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