CEOQ - Centro Especializado Oftalmológico Queiroz (BA) — Prova 2021
No caso do anticoncepcional combinado oral, o mecanismo de ação e seu respectivo componente são:
Anticoncepcional combinado: Progesterona inibe pico de LH (e ovulação); Estrogênio estabiliza endométrio.
O principal mecanismo de ação do componente progestagênico do anticoncepcional combinado oral é a inibição do pico de LH, que por sua vez impede a ovulação. O estrogênio atua principalmente estabilizando o endométrio e potencializando o efeito do progestagênio.
Os anticoncepcionais orais combinados (AOCs) são um dos métodos contraceptivos mais eficazes e amplamente utilizados. Sua eficácia reside na combinação de um estrogênio (geralmente etinilestradiol) e um progestagênio, que atuam sinergicamente para prevenir a gravidez. Compreender seus mecanismos de ação é fundamental para a prescrição segura e o aconselhamento adequado das pacientes. O principal mecanismo de ação dos AOCs é a inibição da ovulação. O componente progestagênico é o grande responsável por essa supressão, atuando no eixo hipotálamo-hipófise-ovário para inibir a liberação de GnRH, FSH e, crucialmente, o pico de LH, que é essencial para a ovulação. Sem o pico de LH, o folículo não se rompe e o óvulo não é liberado. O estrogênio, por sua vez, tem um papel complementar importante. Ele estabiliza o endométrio, reduzindo a incidência de sangramentos de escape (spotting) e potencializa a ação do progestagênio na supressão do FSH, o que inibe o desenvolvimento folicular. Além disso, ambos os hormônios contribuem para mecanismos secundários, como o espessamento do muco cervical, que dificulta a passagem dos espermatozoides, e alterações no endométrio, que o tornam desfavorável à implantação. O conhecimento aprofundado desses mecanismos permite aos residentes entender os efeitos terapêuticos e os potenciais efeitos adversos dos AOCs.
A progesterona é o principal componente responsável pela inibição da ovulação, suprimindo o pico de LH e, consequentemente, a liberação do óvulo.
O estrogênio atua principalmente estabilizando o endométrio para reduzir sangramentos irregulares e potencializando o efeito inibitório da progesterona sobre a ovulação.
Mecanismos secundários incluem o espessamento do muco cervical (dificultando a passagem dos espermatozoides) e a alteração da motilidade tubária e do endométrio (dificultando o transporte do óvulo e a implantação).
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