UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2022
Procedimentos com anestesia local são frequentes tanto no âmbito da atenção básica à saúde quanto das urgências e emergências. Em relação aos anestésicos locais, analise as afirmativas a seguir.I. Os anestésicos locais bloqueiam de forma reversível a transmissão de impulsos autônomos, sensoriais e motores, nessa sequência e dependente da dose, devido à diferença na composição e diâmetro das fibras nervosas.II. Cada anestésico local possui uma concentração mínima efetiva peculiar e necessária para bloquear a condução dos impulsos nervosos, refletindo as diferentes potências de cada fármaco.III. Nas doses recomendadas de bupivacaína (2-3 mg/Kg), a baixa toxicidade sistêmica relaciona-se à alta capacidade de conjugação a proteínas plasmáticas, diminuindo a sua distribuição pelos tecidos corporais.Está correto o que se afirma em
Anestésicos locais bloqueiam impulsos reversivelmente; bupivacaína tem alta ligação proteica, modulando sua distribuição.
Anestésicos locais atuam bloqueando canais de sódio, e a sensibilidade das fibras nervosas varia. A concentração mínima efetiva (CME) reflete a potência do fármaco. A bupivacaína, apesar de sua alta ligação proteica, é conhecida por sua cardiotoxicidade potencial, exigindo atenção à dose.
Os anestésicos locais são fármacos amplamente utilizados em diversas especialidades médicas, desde a atenção primária até procedimentos cirúrgicos complexos. Seu mecanismo de ação envolve o bloqueio reversível dos canais de sódio dependentes de voltagem nas membranas dos neurônios, impedindo a geração e propagação dos impulsos nervosos. A compreensão das propriedades farmacológicas, como a potência (refletida pela Concentração Mínima Efetiva - CME) e a duração de ação, é crucial para a escolha adequada do agente e da dose. A sensibilidade das fibras nervosas ao bloqueio anestésico local varia conforme o diâmetro e a mielinização, com fibras finas e mielinizadas (autônomas e sensoriais) sendo bloqueadas antes das fibras motoras mais espessas. A farmacocinética, incluindo a ligação a proteínas plasmáticas, influencia a distribuição e a duração da ação do fármaco. A bupivacaína, por exemplo, possui alta ligação proteica, o que contribui para sua longa duração de ação, mas também é um fator a ser considerado em sua toxicidade sistêmica. É fundamental que residentes e profissionais de saúde estejam cientes dos riscos de toxicidade sistêmica dos anestésicos locais, especialmente a cardiotoxicidade da bupivacaína, que pode ser grave e de difícil tratamento. O monitoramento rigoroso da dose, a técnica de administração e o reconhecimento precoce dos sinais de toxicidade são essenciais para garantir a segurança do paciente. O conhecimento aprofundado desses princípios é indispensável para a prática clínica segura e eficaz.
Os anestésicos locais bloqueiam a transmissão nervosa ao inibir a entrada de íons sódio nos canais de sódio dependentes de voltagem na membrana neuronal, impedindo a despolarização e a propagação do potencial de ação. Este bloqueio é reversível.
A Concentração Mínima Efetiva (CME) é a menor concentração de um anestésico local necessária para produzir um bloqueio nervoso em 50% dos casos. É um indicador da potência do fármaco, com valores menores indicando maior potência.
A bupivacaína é conhecida por sua alta cardiotoxicidade em comparação com outros anestésicos locais, como a lidocaína, devido à sua alta afinidade pelos canais de sódio cardíacos e dissociação lenta. Também pode causar toxicidade neurológica, como convulsões.
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