UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Homem de 32 anos encontra-se internado em UTI devido à pneumonia adquirida na comunidade. Encontra-se em ventilação mecânica, com 300 mL de volume corrente e sedoanalgesia com RASS-5. Os gráficos de ventilação mecânica encontram-se a seguir: Sobre os parâmetros ventilatórios desse paciente, é correto afirmar que a:
Resistência = (Pico - Platô) / Fluxo; VCV = Ciclagem a volume.
No modo VCV, a ciclagem ocorre quando o volume corrente programado é atingido. A resistência inspiratória é calculada pela diferença entre a pressão de pico e a de platô, dividida pelo fluxo inspiratório.
A monitorização da mecânica respiratória em pacientes sob ventilação mecânica é crucial para o ajuste fino dos parâmetros e proteção pulmonar. A resistência das vias aéreas reflete a oposição ao fluxo de gases, enquanto a complacência reflete a distensibilidade do parênquima e caixa torácica. No modo VCV, o fluxo é constante e o volume é fixo, permitindo cálculos precisos dessas variáveis.
No modo VCV (Volume Control), a inspiração termina (ciclagem) assim que o volume alvo é entregue. No modo PSV (Pressão Suporte), a ciclagem ocorre quando o fluxo inspiratório cai a uma determinada porcentagem do pico de fluxo (geralmente 25%), sendo um modo ciclado a fluxo.
Fatores que obstruem a passagem do ar, como broncoespasmo, acúmulo de secreções no tubo endotraqueal, acotovelamento do circuito ventilatório ou uso de tubos de diâmetro muito reduzido. Isso aumenta a diferença entre a pressão de pico e a pressão de platô.
A pressão de platô, medida durante uma pausa inspiratória, reflete a pressão alveolar e a complacência do sistema respiratório. Ela é o parâmetro fundamental para evitar o barotrauma, devendo ser mantida idealmente abaixo de 30 cmH2O.
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