MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Um homem de 67 anos, tabagista pesado com diagnóstico de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), apresenta-se com dispneia progressiva. Ao exame físico, nota-se o uso de musculatura acessória e um aumento nítido do diâmetro anteroposterior do tórax (tórax em tonel). A radiografia de tórax revela hiperinsuflação pulmonar, retificação das cúpulas diafragmáticas e aumento do espaço retroesternal. Do ponto de vista da mecânica torácica e da relação funcional entre a estrutura do gradil costal e o principal músculo inspiratório, qual é a explicação para a redução da eficácia contrátil do diafragma nesse paciente?
O sinal de Hoover (retração das costelas inferiores durante a inspiração) é um sinal clínico clássico de que o diafragma está tão retificado que, ao contrair, ele puxa as costelas para dentro em vez de expandir o tórax.
Na Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), a limitação ao fluxo aéreo leva ao aprisionamento de ar e à hiperinsuflação. Esse fenômeno altera a geometria do tórax, resultando no tórax em tonel e na retificação das cúpulas diafragmáticas. Fisiopatologicamente, o diafragma sofre dois prejuízos: o encurtamento das fibras (prejudicando a relação comprimento-tensão) e a perda da curvatura normal. Segundo a Lei de Laplace, quanto maior o raio de curvatura (mais plano o músculo), menor é a pressão gerada para uma determinada tensão, o que aumenta o trabalho respiratório e leva à falência da bomba ventilatória.
Porque uma superfície curva converte a tensão da fibra muscular em pressão direcionada de forma muito mais eficiente que uma superfície plana.
Como o diafragma falha mecanicamente, o corpo recruta músculos como o esternocleidomastoideo e os escalenos para tentar elevar o gradil costal.
Não, ele é uma consequência do aprisionamento de ar que coloca a parede torácica em um ponto de baixa complacência, aumentando o trabalho respiratório.
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