HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2024
Sobre a maturação da ileostomia e da colostomia, assinale V. para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) Uma ileostomia rasa ou plana pode resultar em dermatite logo nos primeiros dias de pós-operatório. ( ) A colostomia deve ser maturada na pele com mucosa procidente à maneira de Brooke. ( ) Na laparotomia, tracionar a borda da parede de volta à linha média com auxílio de pinças de Kocher evita a distorção dos planos durante a dissecção. ( ) A maturação da ileostomia pode ser confeccionada junto à pele com discreta elevação. Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
Ileostomia → protuberante (evita dermatite); Colostomia → pode ser plana ou discreta elevação.
A maturação adequada da ostomia é crucial para prevenir complicações. Ileostomias devem ser protuberantes para evitar o contato do efluente líquido e enzimático com a pele periestomal, prevenindo dermatites. Colostomias, com efluente mais sólido, podem ser confeccionadas mais planas.
A confecção e maturação de ostomias, como ileostomias e colostomias, são procedimentos cirúrgicos comuns que exigem técnica apurada para garantir o bem-estar do paciente e prevenir complicações. A importância clínica reside em proporcionar uma via segura e funcional para a eliminação de efluentes intestinais, melhorando a qualidade de vida de pacientes com diversas condições gastrointestinais, como câncer colorretal, doença inflamatória intestinal ou trauma. A fisiopatologia das complicações periestomais, como a dermatite, está frequentemente ligada à maturação inadequada do estoma, que permite o contato do efluente com a pele. O diagnóstico de uma ostomia disfuncional é feito pela observação clínica do estoma e da pele periestomal, além da avaliação da adaptação do paciente ao equipamento. A suspeita de problemas deve surgir quando há dor, irritação, vazamento constante, dificuldade na troca da bolsa ou sinais de isquemia do estoma. O tratamento envolve a correção da técnica cirúrgica, se necessário, e o manejo das complicações. Para ileostomias, a maturação deve ser protuberante (evertida, à maneira de Brooke) para que o efluente líquido e enzimático seja direcionado para a bolsa, evitando o contato com a pele. Colostomias, com efluente mais sólido, podem ser confeccionadas mais planas. O prognóstico é bom com uma ostomia bem confeccionada e cuidados adequados, mas a educação do paciente e o acompanhamento por estomaterapeutas são cruciais para o sucesso a longo prazo e a reabilitação.
Ileostomias são geralmente confeccionadas com uma protuberância (evertidas, tipo Brooke) de 2-3 cm acima da pele para direcionar o efluente líquido e enzimático para a bolsa. Colostomias podem ser maturadas ao nível da pele ou com discreta protuberância, pois o efluente é mais sólido e menos irritante.
O efluente da ileostomia é rico em enzimas digestivas e tem consistência líquida. Se a estomia for rasa, o efluente entra em contato direto e prolongado com a pele periestomal, causando irritação, maceração e dermatite severa, além de dificultar a adesão da bolsa.
As complicações incluem dermatite periestomal, vazamento da bolsa, dificuldade de fixação do equipamento, estenose do estoma, retração do estoma, hérnia paraestomal e necrose do estoma, todas impactando significativamente a qualidade de vida do paciente.
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