SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2021
Em relação à maturação do colo uterino com prostaglandinas (PGs) para indução do parto, é ERRADO afirmar:
Misoprostol (PGE1) NÃO é contraindicado na RPMO para indução do parto, mas sim em cesariana prévia.
O misoprostol (Prostaglandina E1) é amplamente utilizado para maturação cervical e indução do parto, inclusive em casos de rotura prematura de membranas (RPMO), desde que não haja contraindicações como cesariana prévia ou cirurgia uterina. Seus efeitos colaterais incluem náuseas, vômitos e hipertermia, e a ocitocina pode ser associada após seu uso.
A maturação do colo uterino e a indução do parto são procedimentos comuns na prática obstétrica, visando iniciar o trabalho de parto quando os riscos da continuidade da gestação superam os benefícios. As prostaglandinas (PGs) desempenham um papel central nesse processo, sendo as mais utilizadas a Prostaglandina E1 (misoprostol) e a Prostaglandina E2 (dinoprostona). Elas atuam promovendo o amadurecimento cervical, tornando o colo mais complacente e favorável à dilatação. O misoprostol, uma PGE1 sintética, é eficaz e de baixo custo, podendo ser administrado por via oral ou vaginal. Seus efeitos colaterais incluem náuseas, vômitos, diarreia e hipertermia. A dinoprostona, uma PGE2, está disponível em formulações de gel ou pessário vaginal, sendo o pessário uma opção vantajosa por permitir a remoção em caso de hiperestimulação uterina (taquissistolia), o que não é possível com os géis. É crucial que os residentes conheçam as indicações, contraindicações e o manejo das PGs. Por exemplo, o misoprostol não é contraindicado na rotura prematura de membranas (RPMO) para indução do parto, mas sim em pacientes com cicatriz uterina prévia (como cesariana anterior) devido ao risco aumentado de rotura uterina. A ocitocina pode ser associada após o uso de PGs, geralmente após um intervalo de tempo, para otimizar as contrações uterinas. O monitoramento fetal e da atividade uterina é mandatório durante todo o processo de indução.
As principais prostaglandinas utilizadas são a Prostaglandina E1 (misoprostol) e a Prostaglandina E2 (dinoprostona). Ambas atuam amadurecendo o colo uterino, tornando-o mais favorável para a indução do trabalho de parto.
Os efeitos colaterais mais comuns do misoprostol incluem náuseas, vômitos, diarreia, tremores e hipertermia (febre). A hiperestimulação uterina, que pode levar à taquissistolia e alterações da frequência cardíaca fetal, é uma complicação mais grave que exige monitoramento cuidadoso.
Uma das grandes vantagens do pessário de dinoprostona é a sua capacidade de ser removido rapidamente em caso de hiperestimulação uterina ou taquissistolia. Isso permite a interrupção imediata da liberação da prostaglandina, facilitando o manejo da complicação e reduzindo o risco fetal, ao contrário dos géis que não podem ser removidos.
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