UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2020
O matriciamento, ou apoio matricial, é um novo modo de promoção de saúde, em que duas ou mais equipes, num processo de construção compartilhada, criam uma proposta de intervenção pedagógico- terapêutica. Na situação específica do Sistema Único de Saúde (SUS), no Brasil, as equipes da Estratégia de Saúde da Família (ESF) funcionam como equipes de referência interdisciplinares, atuando com uma responsabilidade sanitária, que inclui o cuidado longitudinal, além do atendimento especializado que realizam concomitantemente. Sobre o tema, assinale a alternativa INCORRETA.
Matriciamento = suporte técnico-pedagógico e assistencial compartilhado, NÃO apenas encaminhamento ou ação médica isolada.
O matriciamento é um processo de construção compartilhada entre equipes de referência (ex: ESF) e equipes de apoio matricial (especialistas), visando qualificar a atenção primária. Ele vai além do simples encaminhamento, promovendo a troca de saberes e a corresponsabilização pelo cuidado. A intervenção psicossocial coletiva, por exemplo, não é exclusiva do médico, mas sim de uma equipe multiprofissional.
O matriciamento, ou apoio matricial, é uma diretriz fundamental do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, visando a qualificação da atenção primária e a integralidade do cuidado. Ele se estabelece como uma metodologia de trabalho que promove a integração entre as equipes da Estratégia de Saúde da Família (ESF) – as equipes de referência – e as equipes de apoio matricial, compostas por profissionais de diversas especialidades. O objetivo é construir, de forma compartilhada, projetos terapêuticos singulares e intervir de maneira pedagógico-terapêutica. A importância do matriciamento reside em sua capacidade de oferecer suporte técnico-pedagógico e assistencial às equipes da ESF, evitando a fragmentação do cuidado e o excesso de encaminhamentos. Ele permite que os profissionais da atenção primária ampliem sua capacidade de resolução de problemas complexos, ao mesmo tempo em que os especialistas do apoio matricial compreendem melhor a realidade do território e as necessidades da população. Instrumentos como interconsultas, consultas conjuntas, visitas domiciliares conjuntas e a elaboração do Projeto Terapêutico Singular (PTS) são essenciais nesse processo. É crucial entender que o matriciamento não se limita ao atendimento individual por um especialista ou ao simples encaminhamento. Ele envolve uma construção coletiva de saberes e práticas, onde a intervenção psicossocial coletiva, por exemplo, é realizada por uma equipe multiprofissional, e não apenas pelo médico. Essa abordagem colaborativa fortalece a atenção primária, melhora a resolutividade e promove um cuidado mais longitudinal e integral para a população, sendo um conceito chave para residentes que atuarão no SUS.
Matriciamento é um modo de promover saúde onde equipes de referência (como a ESF) e equipes de apoio matricial (especialistas) constroem juntas propostas de intervenção pedagógico-terapêuticas, compartilhando saberes e responsabilidades.
Os instrumentos incluem a elaboração do Projeto Terapêutico Singular (PTS), interconsultas, consultas conjuntas, visitas domiciliares conjuntas, contatos a distância e ferramentas como genograma e ecomapa.
O matriciamento vai além do encaminhamento, pois envolve a corresponsabilização e a troca de saberes entre as equipes, qualificando a atenção primária e evitando a fragmentação do cuidado, enquanto o encaminhamento é a simples transferência da responsabilidade.
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