Masturbação Infantil: Reconhecimento e Manejo Clínico

UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2020

Enunciado

Menina com 3 anos de idade é levada à consulta médica por apresentar movimentos caracterizados por adução das coxas, sentar-se sobre uma mão ou pé, fazendo um balanço da pelve. Associam-se grunhidos, diaforese e ruborização facial. A duração dos episódios varia de 1 minuto a várias horas. A consciência é mantida e as manifestações cessam com distração ou engajamento em outra atividade. O exame neurológico é normal. Considerando os dados apresentados, a conduta adequada para o caso é:

Alternativas

  1. A) indicar exame com videoeletroencefalograma para afastar crise epiléptica.
  2. B) solicitar avaliação gastroenterológica a fim de descartar refluxo gastroesofágico.
  3. C) solicitar avaliação e atendimento psicológico e acompanhamento psiquiátrico.
  4. D) orientar e tranquilizar os familiares, esclarecer que não há necessidade de exames complementares.
  5. E) indicar atendimento psicológico devido ao diagnóstico de transtorno obsessivo compulsivo da infância.

Pérola Clínica

Movimentos pélvicos rítmicos em crianças pequenas, com consciência mantida e cessando à distração, sugerem masturbação infantil.

Resumo-Chave

O quadro clínico descrito, com movimentos rítmicos pélvicos, adução das coxas, grunhidos, ruborização facial, consciência mantida e cessação com distração, é altamente sugestivo de masturbação infantil. Trata-se de um comportamento autossatisfatório normal em crianças pequenas, não sendo uma crise epiléptica ou transtorno psiquiátrico, e não requer exames complementares ou intervenção medicamentosa.

Contexto Educacional

A masturbação infantil é um comportamento paroxístico não epiléptico relativamente comum em crianças pequenas, frequentemente confundido com crises epilépticas ou outros distúrbios neurológicos. É crucial para o pediatra e o residente reconhecer essa condição para evitar investigações desnecessárias e ansiedade familiar. Os episódios são caracterizados por movimentos rítmicos da pelve ou membros inferiores, adução das coxas, ruborização facial, sudorese e grunhidos, podendo durar de minutos a horas. A característica distintiva é a manutenção da consciência e a capacidade de interrupção dos movimentos por distração ou engajamento em outra atividade. O exame neurológico é sempre normal. O diagnóstico é clínico, baseado na anamnese detalhada e na observação dos pais. A conduta consiste em orientar os familiares sobre a natureza benigna e autolimitada do comportamento, tranquilizando-os e evitando estigmatização. Não há necessidade de exames complementares como eletroencefalograma ou avaliação psiquiátrica, a menos que haja outros sinais ou sintomas atípicos.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos que sugerem masturbação infantil em crianças pequenas?

Sinais incluem movimentos pélvicos rítmicos, adução das coxas, sentar sobre a mão/pé, grunhidos, diaforese, ruborização facial, com consciência mantida e interrupção dos movimentos por distração.

Como diferenciar a masturbação infantil de uma crise epiléptica?

Na masturbação infantil, a consciência é mantida e os movimentos podem ser interrompidos por distração. Crises epilépticas geralmente envolvem alteração da consciência e não são facilmente interrompidas. O exame neurológico é normal na masturbação.

Qual a conduta adequada para os pais de uma criança com masturbação infantil?

A conduta adequada é orientar e tranquilizar os familiares, explicando que se trata de um comportamento normal e autolimitado, sem necessidade de exames complementares ou intervenção medicamentosa, a menos que haja outros sinais atípicos.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo