UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2020
Menina com 3 anos de idade é levada à consulta médica por apresentar movimentos caracterizados por adução das coxas, sentar-se sobre uma mão ou pé, fazendo um balanço da pelve. Associam-se grunhidos, diaforese e ruborização facial. A duração dos episódios varia de 1 minuto a várias horas. A consciência é mantida e as manifestações cessam com distração ou engajamento em outra atividade. O exame neurológico é normal. Considerando os dados apresentados, a conduta adequada para o caso é:
Movimentos pélvicos rítmicos em crianças pequenas, com consciência mantida e cessando à distração, sugerem masturbação infantil.
O quadro clínico descrito, com movimentos rítmicos pélvicos, adução das coxas, grunhidos, ruborização facial, consciência mantida e cessação com distração, é altamente sugestivo de masturbação infantil. Trata-se de um comportamento autossatisfatório normal em crianças pequenas, não sendo uma crise epiléptica ou transtorno psiquiátrico, e não requer exames complementares ou intervenção medicamentosa.
A masturbação infantil é um comportamento paroxístico não epiléptico relativamente comum em crianças pequenas, frequentemente confundido com crises epilépticas ou outros distúrbios neurológicos. É crucial para o pediatra e o residente reconhecer essa condição para evitar investigações desnecessárias e ansiedade familiar. Os episódios são caracterizados por movimentos rítmicos da pelve ou membros inferiores, adução das coxas, ruborização facial, sudorese e grunhidos, podendo durar de minutos a horas. A característica distintiva é a manutenção da consciência e a capacidade de interrupção dos movimentos por distração ou engajamento em outra atividade. O exame neurológico é sempre normal. O diagnóstico é clínico, baseado na anamnese detalhada e na observação dos pais. A conduta consiste em orientar os familiares sobre a natureza benigna e autolimitada do comportamento, tranquilizando-os e evitando estigmatização. Não há necessidade de exames complementares como eletroencefalograma ou avaliação psiquiátrica, a menos que haja outros sinais ou sintomas atípicos.
Sinais incluem movimentos pélvicos rítmicos, adução das coxas, sentar sobre a mão/pé, grunhidos, diaforese, ruborização facial, com consciência mantida e interrupção dos movimentos por distração.
Na masturbação infantil, a consciência é mantida e os movimentos podem ser interrompidos por distração. Crises epilépticas geralmente envolvem alteração da consciência e não são facilmente interrompidas. O exame neurológico é normal na masturbação.
A conduta adequada é orientar e tranquilizar os familiares, explicando que se trata de um comportamento normal e autolimitado, sem necessidade de exames complementares ou intervenção medicamentosa, a menos que haja outros sinais atípicos.
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