INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Uma paciente de 24 anos, estudante, é atendida no pronto-socorro após sentir uma tumoração, de moderado volume, com hiperemia, em região retroauricular à direita e redução da acuidade auditiva. Relata apresentar, há 5 semanas, episódios repetidos de dor na orelha direita, que melhoravam com analgésico e calor local. Ao exame físico, nota-se presença de celulite retroauricular à direita, sem saída de secreção ou ponto de flutuação e sem secreção no conduto auditivo.Nesse caso, qual deve ser a conduta imediata para essa paciente?
Celulite retroauricular + dor/hipoacusia após OMA recorrente → suspeitar mastoidite aguda → internação, ATB IV, avaliação ORL.
A presença de celulite retroauricular e dor persistente, associada a episódios prévios de otite, sugere uma complicação grave como a mastoidite aguda. Esta condição requer tratamento hospitalar imediato com antibióticos sistêmicos de amplo espectro e avaliação por um otorrinolaringologista para possível intervenção cirúrgica.
A mastoidite aguda é uma infecção bacteriana do processo mastoide, geralmente uma complicação da otite média aguda (OMA) não tratada ou tratada inadequadamente. Embora menos comum com o uso disseminado de antibióticos, ainda representa uma emergência otológica, especialmente em crianças. A sua importância clínica reside no risco de complicações graves, como abscesso subperiosteal, paralisia facial, trombose do seio sigmoide e meningite. O diagnóstico da mastoidite aguda é primariamente clínico, baseado na história de OMA recente e nos achados de exame físico, como dor, eritema, edema e flutuação retroauricular, além de deslocamento do pavilhão auricular. A tomografia computadorizada (TC) de mastoides é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico, avaliar a extensão da doença e identificar complicações. A suspeita deve ser alta em pacientes com OMA que desenvolvem sintomas sistêmicos ou sinais de inflamação retroauricular. O tratamento inicial da mastoidite aguda é a internação hospitalar com antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro, cobrindo os patógenos mais comuns. A avaliação por um otorrinolaringologista é mandatória para monitoramento e para decidir sobre a necessidade de intervenção cirúrgica, como miringotomia com ou sem inserção de tubo de ventilação, ou mastoidectomia, especialmente em casos de abscesso ou falha do tratamento clínico. O prognóstico é geralmente bom com tratamento precoce e adequado.
A mastoidite aguda tipicamente se manifesta com dor retroauricular, eritema, edema e sensibilidade sobre o processo mastoide, frequentemente acompanhada de febre, otorreia e deslocamento do pavilhão auricular. Pode haver também hipoacusia e sinais de otite média aguda prévia.
A antibioticoterapia sistêmica é crucial para controlar a infecção óssea na mastoide e prevenir a disseminação para estruturas adjacentes, como o sistema nervoso central. A escolha do antibiótico deve cobrir os patógenos mais comuns, como Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e Streptococcus pyogenes.
A avaliação por um otorrinolaringologista é sempre indicada em casos de mastoidite aguda. A cirurgia (mastoidectomia) é considerada quando há formação de abscesso, falha do tratamento clínico, sinais de complicação intracraniana ou subperiosteal, ou destruição óssea significativa.
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