HASP - Hospital Adventista de São Paulo — Prova 2023
Mulher, 32 anos, vai à consulta ambulatorial com queixa de prurido intenso e rubor em algumas situações como mudanças bruscas na temperatura, uso de diclofenaco e durante exercício físico. Ao exame apresenta exantema maculopapular difuso acastanhado. Sobre as hipóteses diagnósticas pode-se afirmar que:
Mastocitose cutânea: prurido e rubor desencadeados por calor, exercício, AINEs; diagnóstico por biópsia com mastócitos densos.
A mastocitose cutânea, como a urticária pigmentosa, manifesta-se com lesões maculopapulares acastanhadas e sintomas desencadeados por fatores específicos que promovem a degranulação mastocitária. A biópsia cutânea é crucial para confirmar o diagnóstico, evidenciando o infiltrado de mastócitos.
A mastocitose cutânea é uma doença rara caracterizada pelo acúmulo anormal de mastócitos na pele. A forma mais comum é a urticária pigmentosa, que se manifesta por lesões maculopapulares acastanhadas que podem urticar e pruriginar. É crucial para o residente reconhecer os desencadeantes dos sintomas, como calor, exercício e certos medicamentos, que levam à degranulação mastocitária e liberação de mediadores. A fisiopatologia envolve a proliferação e acúmulo de mastócitos, que liberam histamina e outros mediadores inflamatórios, causando prurido, rubor e, em casos graves, sintomas sistêmicos. O diagnóstico é confirmado pela biópsia cutânea, que demonstra o infiltrado de mastócitos. O sinal de Darier (urticação após atrito da lesão) é patognomônico. O diagnóstico diferencial inclui feocromocitoma e síndrome carcinoide, que também causam rubor, mas com outros achados clínicos e laboratoriais específicos. O tratamento da mastocitose cutânea é sintomático, visando controlar o prurido e o rubor com anti-histamínicos. Em casos mais graves ou com sintomas sistêmicos, podem ser utilizados estabilizadores de mastócitos ou outras terapias. O prognóstico é geralmente bom para as formas cutâneas, com muitas lesões regredindo espontaneamente na infância, mas a vigilância é importante para identificar a progressão para formas sistêmicas.
Os sintomas de prurido e rubor na mastocitose cutânea podem ser desencadeados por mudanças bruscas de temperatura, exercício físico, estresse, atrito na pele (sinal de Darier) e certos medicamentos como AINEs e opióides.
O diagnóstico definitivo da mastocitose cutânea é realizado através de biópsia cutânea das lesões, que revela a presença de infiltrados multifocais densos de mastócitos no derme.
A triptase sérica é um marcador de ativação mastocitária, mas seus níveis estão mais frequentemente elevados na mastocitose sistêmica. Na mastocitose cutânea isolada, os níveis de triptase sérica podem ser normais.
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