SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2025
As mastites compreendem um grupo heterogêneo de inflamações mamarias com diferentes etiologias, apresentações clínicas e abordagens terapêuticas. Considerando os principais tipos de mastite e suas respectivas condutas clínicas, assinale a alternativa CORRETA.
Mastite tuberculosa → biópsia com cultura positiva para Mycobacterium tuberculosis é essencial para diagnóstico definitivo.
A mastite tuberculosa é uma causa rara de inflamação mamária crônica que mimetiza outras condições. O diagnóstico definitivo depende da identificação do bacilo de Koch em biópsia do tecido mamário, sendo crucial para iniciar o tratamento antituberculoso adequado.
Para residentes, é crucial entender a heterogeneidade das mastites, que vão além das infecções bacterianas comuns. A mastite tuberculosa, embora rara em alguns contextos, deve ser considerada em casos de inflamação mamária crônica refratária ao tratamento convencional, especialmente em pacientes de áreas endêmicas ou imunocomprometidos. Seu diagnóstico tardio pode levar a morbidade significativa. A fisiopatologia envolve a infecção da glândula mamária pelo Mycobacterium tuberculosis, geralmente por disseminação hematogênica ou linfática. Clinicamente, pode apresentar-se como massa, abscesso ou fístula, mimetizando outras condições como carcinoma ou mastite granulomatosa idiopática. A suspeita deve surgir diante de lesões mamárias crônicas sem resposta a antibióticos comuns. O diagnóstico definitivo é histopatológico, com a identificação de granulomas caseosos e a cultura positiva para M. tuberculosis. O tratamento é o esquema padrão para tuberculose, com múltiplos fármacos por um período prolongado, geralmente 6 a 9 meses. A biópsia é fundamental para evitar tratamentos inadequados e garantir a cura.
A mastite tuberculosa geralmente se apresenta como uma massa mamária indolor, endurecida, com ou sem fistulização, que pode mimetizar carcinoma. Pode haver linfadenopatia axilar associada e, em alguns casos, sintomas constitucionais de tuberculose.
O diagnóstico definitivo da mastite tuberculosa é feito pela biópsia do tecido mamário, com achado histopatológico de granulomas caseosos e identificação do Mycobacterium tuberculosis por cultura ou PCR. A cultura é crucial para confirmar a etiologia infecciosa.
A diferenciação é fundamental. Ambas podem apresentar granulomas na histopatologia, mas a mastite tuberculosa tem etiologia infecciosa específica (M. tuberculosis) e requer tratamento antituberculoso. A mastite granulomatosa idiopática é estéril e geralmente responde a corticosteroides, não necessitando de antibióticos para tuberculose.
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