Mastite Tuberculosa: Diagnóstico e Manejo Clínico

SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2025

Enunciado

As mastites compreendem um grupo heterogêneo de inflamações mamarias com diferentes etiologias, apresentações clínicas e abordagens terapêuticas. Considerando os principais tipos de mastite e suas respectivas condutas clínicas, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) A mastite granulomatosa idiopática é uma condição inflamatória rara, caracterizada por granulomas caseosos ao exame histopatológico, sendo a antibioticoterapia de amplo espectro a primeira linha de tratamento.
  2. B) A mastite tuberculosa deve ser considerada em pacientes com inflamação mamária crônica refratária ao tratamento convencional e seu diagnóstico definitivo depende de biópsia com cultura positiva para Mycobacterium tuberculosis
  3. C) O tratamento da mastite periductal inclui antibioticoterapia empírica baseada exclusivamente na cobertura para Staphylococcus aureus, sendo o tabagismo um fator de risco para recorrência da doença.
  4. D) Na mastite lactacional, a presença de abscesso mamário contraindica a amamentação, pois há risco de contaminação do leite materno, sendo recomendada a interrupção definitiva da lactação para evitar recorrências.
  5. E) A mastite puerperal tem etiologia predominantemente viral, sendo a terapia antiviral a primeira abordagem preconizada.

Pérola Clínica

Mastite tuberculosa → biópsia com cultura positiva para Mycobacterium tuberculosis é essencial para diagnóstico definitivo.

Resumo-Chave

A mastite tuberculosa é uma causa rara de inflamação mamária crônica que mimetiza outras condições. O diagnóstico definitivo depende da identificação do bacilo de Koch em biópsia do tecido mamário, sendo crucial para iniciar o tratamento antituberculoso adequado.

Contexto Educacional

Para residentes, é crucial entender a heterogeneidade das mastites, que vão além das infecções bacterianas comuns. A mastite tuberculosa, embora rara em alguns contextos, deve ser considerada em casos de inflamação mamária crônica refratária ao tratamento convencional, especialmente em pacientes de áreas endêmicas ou imunocomprometidos. Seu diagnóstico tardio pode levar a morbidade significativa. A fisiopatologia envolve a infecção da glândula mamária pelo Mycobacterium tuberculosis, geralmente por disseminação hematogênica ou linfática. Clinicamente, pode apresentar-se como massa, abscesso ou fístula, mimetizando outras condições como carcinoma ou mastite granulomatosa idiopática. A suspeita deve surgir diante de lesões mamárias crônicas sem resposta a antibióticos comuns. O diagnóstico definitivo é histopatológico, com a identificação de granulomas caseosos e a cultura positiva para M. tuberculosis. O tratamento é o esquema padrão para tuberculose, com múltiplos fármacos por um período prolongado, geralmente 6 a 9 meses. A biópsia é fundamental para evitar tratamentos inadequados e garantir a cura.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da mastite tuberculosa?

A mastite tuberculosa geralmente se apresenta como uma massa mamária indolor, endurecida, com ou sem fistulização, que pode mimetizar carcinoma. Pode haver linfadenopatia axilar associada e, em alguns casos, sintomas constitucionais de tuberculose.

Qual é o padrão-ouro para o diagnóstico da mastite tuberculosa?

O diagnóstico definitivo da mastite tuberculosa é feito pela biópsia do tecido mamário, com achado histopatológico de granulomas caseosos e identificação do Mycobacterium tuberculosis por cultura ou PCR. A cultura é crucial para confirmar a etiologia infecciosa.

Como diferenciar mastite tuberculosa de mastite granulomatosa idiopática?

A diferenciação é fundamental. Ambas podem apresentar granulomas na histopatologia, mas a mastite tuberculosa tem etiologia infecciosa específica (M. tuberculosis) e requer tratamento antituberculoso. A mastite granulomatosa idiopática é estéril e geralmente responde a corticosteroides, não necessitando de antibióticos para tuberculose.

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