Mastite Sifilítica: Diagnóstico e Tratamento com Penicilina

FESF-SUS - Fundação Estatal Saúde da Família (BA) — Prova 2020

Enunciado

Em se tratando de mastites, é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) a mastite puerperal acomete a mulher no período da amamentação, normalmente, mulheres multíparas e com mamilos protrusos. 
  2. B) as mastites crônicas se caracterizam por duração acima de 30 dias ou recorrentes e acometem predominantemente, mulheres na pós-menopausa. 
  3. C) a mastite causada por sífilis costuma acometer o complexo aréolo mamilar devido à inoculação do treponema e o tratamento é feito com penicilina benzatina. 
  4. D) o abscesso subareolar recidivante crônico consiste em infecção recorrente subareolar, associado a tabagismo, diabetes e obesidade, acometendo mais comumente as duas mamas. 
  5. E) as mastites ocasionadas por micobactérias estão associadas, normalmente, a pacientes imunocompetentes e o diagnóstico definitivo é feito após biópsia da lesão com presença do granuloma caseoso. 

Pérola Clínica

Mastite sifilítica → acomete complexo aréolo mamilar → tratamento com Penicilina Benzatina.

Resumo-Chave

A sífilis pode manifestar-se na mama, geralmente como uma lesão ulcerada ou nodular no complexo aréolo-mamilar, devido à inoculação direta do Treponema pallidum. O diagnóstico é clínico e laboratorial, e o tratamento padrão é a penicilina benzatina, conforme o estágio da sífilis.

Contexto Educacional

As mastites englobam um espectro de condições inflamatórias da mama, com etiologias variadas que vão desde infecções bacterianas comuns (puerperais) até causas mais raras, como as doenças sexualmente transmissíveis. A mastite puerperal é a mais comum, afetando mulheres lactantes, mas outras formas, como a mastite sifilítica, merecem atenção diagnóstica. A mastite causada por sífilis é uma manifestação menos comum da doença, mas clinicamente relevante. O Treponema pallidum pode ser inoculado diretamente na mama, resultando em um cancro primário, geralmente indolor e ulcerado, no complexo aréolo-mamilar. Em estágios secundários ou terciários, pode haver lesões mais difusas ou nodulares. O diagnóstico diferencial é crucial para evitar tratamentos inadequados. O tratamento da mastite sifilítica segue os protocolos da sífilis sistêmica, sendo a penicilina benzatina a droga de eleição. A dosagem e o esquema terapêutico dependem do estágio da sífilis. É fundamental o rastreamento e tratamento do parceiro sexual para prevenir reinfecções e controlar a disseminação da doença.

Perguntas Frequentes

Como a sífilis pode causar mastite?

A sífilis pode causar mastite através da inoculação direta do Treponema pallidum na mama, resultando em lesões primárias (cancro) ou secundárias (placas mucosas, rash) que podem simular outras condições mamárias.

Qual é o tratamento para a mastite sifilítica?

O tratamento para a mastite sifilítica é o mesmo da sífilis em outros locais, sendo a penicilina benzatina a droga de escolha, com dosagem e frequência ajustadas ao estágio da doença.

Quais são as características clínicas da mastite sifilítica?

A mastite sifilítica pode apresentar-se como um cancro indolor no complexo aréolo-mamilar na sífilis primária, ou como lesões nodulares, ulceradas ou infiltrativas na sífilis secundária ou terciária, podendo ser confundida com outras patologias mamárias.

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