PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Paciente de 34 anos, com 20 dias de puerpério de parto vaginal a fórceps chega ao consultório com queixa de dor em mama direita e hiperemia. Relata febre não aferida e uso de Dipirona com melhora da febre. Está em amamentação exclusiva e o recém-nascido apresenta palato em ogiva. Ao exame das mamas, a paciente apresenta em mama direita a presença de edema e hiperemia local e mamas ingurgitadas. Qual o tratamento mais adequado para o binômio mãebebê?
Mastite puerperal com sinais sistêmicos (febre) → Antibioticoterapia (Clindamicina/Cefalexina) + manutenção do esvaziamento mamário.
O tratamento da mastite infecciosa puerperal tem dois pilares: erradicar o agente infeccioso (comumente S. aureus) com antibióticos e resolver a estase láctea, fator causal principal, mantendo a amamentação ou ordenha frequente da mama afetada.
A mastite puerperal é um processo inflamatório da glândula mamária que pode ou não ser infeccioso, ocorrendo tipicamente nas primeiras semanas após o parto. Fatores de risco incluem estase láctea por técnica de amamentação inadequada, pega incorreta do bebê (como em casos de palato em ogiva), uso de sutiãs apertados e fissuras mamilares, que servem como porta de entrada para bactérias, principalmente o Staphylococcus aureus. O quadro clínico da mastite infecciosa é caracterizado por sinais flogísticos localizados (dor, hiperemia, edema) e sintomas sistêmicos (febre alta, calafrios, mal-estar). O diagnóstico é primariamente clínico. A diferenciação de ingurgitamento mamário é crucial; no ingurgitamento, o acometimento é geralmente bilateral e difuso, sem febre alta. O tratamento é baseado em três pilares: antibioticoterapia, esvaziamento mamário eficaz e medidas de suporte. A antibioticoterapia deve cobrir S. aureus, sendo a cefalexina uma opção comum. A clindamicina é uma alternativa, especialmente em casos de alergia ou suspeita de MRSA. O esvaziamento da mama, mantendo a amamentação ou com ordenha manual/bomba, é fundamental para o sucesso terapêutico. Analgésicos e anti-inflamatórios podem ser usados para alívio sintomático. A falha no tratamento pode levar a complicações como o abscesso mamário.
Os sinais incluem dor mamária localizada, eritema, edema e calor (sinais flogísticos), associados a sintomas sistêmicos como febre (geralmente > 38.5°C), calafrios e mal-estar geral, caracterizando a infecção.
A amamentação ou ordenha frequente na mama afetada é essencial para garantir o esvaziamento mamário. Isso alivia a estase láctea, que é o principal fator precipitante da mastite, reduz a carga bacteriana e previne a evolução para abscesso.
Deve-se suspeitar de abscesso mamário se não houver melhora clínica após 48-72 horas de antibioticoterapia adequada ou se houver uma massa flutuante e bem delimitada palpável na área da mastite. A ultrassonografia mamária confirma o diagnóstico.
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