SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2020
Mastite é um processo inflamatório de um ou mais segmentos da mama, unilateral na maioria das vezes, que pode ou não progredir para uma infecção bacteriana. Com referência ao tratamento da mastite no período puerperal, é correto afirmar que:
Mastite puerperal: esvaziamento mamário frequente e eficaz é a pedra angular do tratamento.
O esvaziamento mamário adequado e frequente é fundamental no tratamento da mastite puerperal, pois remove o leite estagnado, que é o substrato para a inflamação e proliferação bacteriana, aliviando a dor e a congestão e prevenindo a progressão para abscesso.
A mastite puerperal é uma condição inflamatória comum que afeta mulheres lactantes, geralmente nas primeiras semanas pós-parto. Pode ser infecciosa ou não infecciosa, e sua principal causa é o ingurgitamento mamário e a estase de leite, que predispõem à proliferação bacteriana, principalmente por Staphylococcus aureus. A identificação precoce e o manejo adequado são essenciais para evitar complicações como o abscesso mamário. A fisiopatologia envolve a obstrução dos ductos lactíferos, levando ao acúmulo de leite e inflamação local. Se não tratada, bactérias da pele ou da boca do bebê podem entrar através de fissuras mamilares e causar infecção. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas de dor, calor, rubor e inchaço da mama, frequentemente acompanhados de febre e mal-estar. É crucial diferenciar de ingurgitamento simples, que não apresenta sinais sistêmicos de infecção. O tratamento da mastite puerperal tem como pilar fundamental o esvaziamento frequente e completo da mama afetada, seja pela amamentação, ordenha manual ou bomba. Isso alivia a estase láctea e a inflamação. Medidas de suporte incluem analgésicos e anti-inflamatórios. Se houver sinais de infecção bacteriana ou ausência de melhora em 12-24 horas, a antibioticoterapia é indicada, geralmente com agentes que cobrem Staphylococcus aureus. A amamentação deve ser mantida, pois não há risco significativo para o recém-nascido e ajuda na resolução do quadro.
Os sintomas incluem dor, calor, vermelhidão e inchaço em um segmento da mama, febre, mal-estar e calafrios. Pode haver uma massa palpável.
Sim, é seguro e recomendado continuar amamentando ou esvaziando a mama afetada. A interrupção pode piorar o ingurgitamento e a inflamação, e o risco para o bebê é mínimo.
Antibióticos são indicados se os sintomas não melhorarem em 12-24 horas com o esvaziamento mamário, ou se houver sinais de infecção bacteriana. A primeira escolha geralmente cobre Staphylococcus aureus, como cefalexina ou cloxacilina.
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