UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2025
Paciente de 26 anos, com seu primogênito de 13 dias de vida, procurou a UBS por estar tendo dificuldades com a amamentação. Há 3 dias, referiu a ocorrência de dor e sangramento pelo mamilo da mama esquerda durante a amamentação, razão pela qual vinha extraindo o leite dessa mama manualmente e mantendo a amamentação apenas na mama direita. A dor e a vermelhidão tinham piorado nos últimos 2 dias. Negou febre, prurido ou sensação de queimação nos mamilos, mas relatou sudorese intensa e calafrios durante a noite. Ao exame, a temperatura axilar era 37,5o C. A mama esquerda apresentava área com eritema, calor e endurecimento sem flutuação; o mamilo era plano, estava com eritema e apresentava fissuras. A criança encontrava-se saudável e, desde a alta hospitalar, já havia ganhado 320 g. Além da analgesia e orientação da pega, assinale a alternativa que contempla o diagnóstico, a conduta e as orientações adequadas para a mãe.
Mastite puerperal: dor, calor, eritema, endurecimento mamário + febre/calafrios. Conduta: ATB (cefalexina), compressas mornas, manter amamentação.
A paciente apresenta sinais clássicos de mastite puerperal (dor, vermelhidão, calor, endurecimento mamário, calafrios, sudorese, fissuras mamilares), diferenciando-se do ingurgitamento pela presença de sinais inflamatórios sistêmicos e locais mais intensos. O tratamento inclui antibiótico (cefalexina é uma boa escolha), medidas de conforto e, crucialmente, a manutenção da amamentação para esvaziar a mama e evitar a progressão.
A mastite puerperal é uma inflamação da mama, geralmente unilateral, que pode ou não ser acompanhada de infecção bacteriana. É uma complicação comum da amamentação, afetando cerca de 10% das lactantes, e é mais frequente nas primeiras 6 semanas pós-parto. A estase láctea, frequentemente causada por pega incorreta, mamadas infrequentes ou fissuras mamilares, é o principal fator predisponente. A dor e o desconforto podem levar ao desmame precoce, o que é prejudicial para a mãe e o bebê. A fisiopatologia envolve a estase do leite, que leva à inflamação e, em muitos casos, à proliferação bacteriana, sendo o Staphylococcus aureus o agente etiológico mais comum. Os sintomas incluem dor localizada, calor, eritema, endurecimento da mama, e frequentemente sintomas sistêmicos como febre (>38,5°C), calafrios e mal-estar. O diagnóstico é clínico. É crucial diferenciar de ingurgitamento mamário, que é bilateral e não apresenta sinais sistêmicos de infecção. O tratamento da mastite envolve analgesia, aplicação de compressas mornas para facilitar o fluxo do leite, e, fundamentalmente, a manutenção da amamentação na mama afetada para garantir o esvaziamento. Se houver sinais de infecção bacteriana, a antibioticoterapia é indicada, sendo a cefalexina ou amoxicilina-clavulanato opções seguras e eficazes. Orientações sobre a pega correta e a alternância de posições são essenciais para prevenir recorrências. O manejo adequado permite a continuidade da amamentação e melhora o prognóstico materno.
Os sintomas da mastite puerperal incluem dor intensa, calor, vermelhidão e endurecimento em uma área da mama, frequentemente acompanhados de febre (geralmente >38,5°C), calafrios, mal-estar e fadiga. Fissuras mamilares podem ser um fator predisponente.
A conduta inicial para mastite inclui analgesia, aplicação de compressas mornas, e a manutenção da amamentação na mama afetada para garantir o esvaziamento. Se houver sinais de infecção bacteriana (febre, calafrios, piora rápida), deve-se iniciar antibiótico, como cefalexina ou amoxicilina-clavulanato.
O ingurgitamento mamário causa dor e plenitude em ambas as mamas, sem sinais sistêmicos de infecção (febre baixa ou ausente). A mastite geralmente afeta uma única mama, com sinais inflamatórios localizados mais intensos e sintomas sistêmicos como febre alta e calafrios.
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