SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2023
Sobre a mastite puerperal, assinale a alternativa correta.
Mastite puerperal: infecção comum entre 2ª e 5ª semanas pós-parto, S. aureus principal agente.
A mastite puerperal é uma complicação frequente da amamentação, geralmente causada por Staphylococcus aureus. O pico de incidência ocorre nas primeiras semanas após o parto, quando a lactação está bem estabelecida e há maior risco de estase láctea e lesões mamilares, que servem como porta de entrada para bactérias.
A mastite puerperal é uma inflamação da mama que afeta cerca de 10% das lactantes, sendo uma das principais causas de interrupção precoce da amamentação. É mais comum nas primeiras semanas pós-parto, especialmente entre a 2ª e a 5ª semanas, quando a produção de leite é abundante e a técnica de amamentação pode ainda não estar totalmente estabelecida. A condição é importante devido ao seu impacto na saúde materna e na duração do aleitamento materno exclusivo. A fisiopatologia envolve a estase láctea, que favorece a proliferação bacteriana, e a entrada de microrganismos através de lesões mamilares. O Staphylococcus aureus é o principal agente etiológico. O diagnóstico é clínico, baseado em dor, calor, rubor, inchaço e, por vezes, febre. É crucial diferenciar de ingurgitamento mamário, que não apresenta sinais inflamatórios sistêmicos ou infecção. O manejo da mastite puerperal inclui medidas de suporte como esvaziamento eficaz da mama (continuar amamentando ou ordenhar), compressas mornas e analgésicos. A antibioticoterapia é indicada para casos infecciosos, geralmente com antibióticos que cubram S. aureus, como cefalexina ou cloxacilina, por via oral. Quinolonas não são consideradas primeira linha. A persistência dos sintomas ou a formação de abscesso requerem reavaliação e possível drenagem cirúrgica.
A mastite puerperal ocorre principalmente entre a segunda e a quinta semanas do puerpério, período em que a lactação está bem estabelecida e há maior risco de estase láctea e fissuras mamilares.
O principal germe causador da mastite puerperal é o Staphylococcus aureus. Ele geralmente entra através de lesões na pele da mama, como fissuras ou escoriações nos mamilos.
O tratamento inclui esvaziamento da mama (amamentação ou ordenha), analgésicos e antibióticos. Os antibióticos devem cobrir o S. aureus e podem ser iniciados por via oral, com quinolonas não sendo a primeira linha.
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