HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2021
O agente microbiano mais comumente associado à mastite puerperal é o(a):
Mastite puerperal → Staphylococcus aureus é o agente etiológico mais comum.
A mastite puerperal é uma inflamação da mama, geralmente infecciosa, que ocorre durante a lactação. O Staphylococcus aureus é o patógeno mais frequentemente isolado, sendo crucial para a escolha empírica do tratamento antibiótico.
A mastite puerperal é uma condição inflamatória comum da mama que afeta mulheres lactantes, geralmente nas primeiras semanas pós-parto. Embora possa ser estéril, na maioria dos casos é de origem infecciosa, com o Staphylococcus aureus sendo o agente etiológico mais prevalente. A condição pode causar dor intensa, febre e mal-estar, levando à interrupção da amamentação se não for tratada adequadamente. A fisiopatologia envolve a estase láctea, que pode ser causada por esvaziamento inadequado da mama, pega incorreta do bebê ou uso de sutiãs apertados. Essa estase cria um ambiente propício para a proliferação bacteriana, com bactérias da pele da mãe ou da boca do bebê entrando na mama através de fissuras nos mamilos. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas característicos de dor, calor, rubor e inchaço unilateral da mama, acompanhados de febre. O tratamento da mastite puerperal inclui medidas de suporte como esvaziamento frequente e eficaz da mama (continuar amamentando ou ordenhando), compressas quentes, analgésicos e anti-inflamatórios. Se houver sinais de infecção bacteriana (febre alta, sintomas persistentes após 12-24h de medidas de suporte), a antibioticoterapia é indicada, com escolha de um agente que cubra Staphylococcus aureus, como cefalexina ou cloxacilina. Em casos de abscesso, a drenagem cirúrgica ou por punção guiada por ultrassom é necessária.
Os sintomas incluem dor unilateral na mama, inchaço, calor, vermelhidão, febre, calafrios e mal-estar geral, geralmente acompanhados de sintomas gripais.
A conduta inclui esvaziamento efetivo da mama (amamentação ou ordenha), analgésicos/anti-inflamatórios e, se houver sinais de infecção bacteriana, antibioticoterapia.
Sim, é seguro e recomendado continuar amamentando ou ordenhando a mama afetada, pois ajuda a esvaziar os ductos e prevenir a progressão para abscesso.
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