PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2020
Puérpera de 22 anos, décimo dia de pós-parto cesariana eletiva por apresentação pélvica, procura a UBS com queixa de há dois dias estar apresentando dor intensa na mama direita, dificuldade para amamentar e febre. Ao exame físico: aparência cansada, PA 110/60mmHg, FC 110bpm, temperatura axilar 38,5°C. Mama esquerda sem alterações, mama direita dolorosa, com hiperemia e área de edema no quadrante superior externo, sem sinais de flutuação. Ausculta respiratória sem alterações. Ausculta cardíaca: bulhas normofonéticas, ritmo cardíaco regular em dois tempos. Assinale a conduta MAIS ADEQUADA.
Mastite puerperal: ATB (cefalexina), analgésico (ibuprofeno), calor local e manter amamentação.
O quadro clínico de dor, hiperemia, edema e febre em puérpera sugere mastite puerperal. A conduta inicial inclui antibioticoterapia oral (ex: cefalexina para S. aureus), analgesia/anti-inflamatório (ibuprofeno), calor local para facilitar o esvaziamento da mama e, crucialmente, a manutenção da amamentação para evitar estase láctea e progressão para abscesso.
A mastite puerperal é uma inflamação da glândula mamária que ocorre mais frequentemente durante a amamentação, geralmente nas primeiras semanas pós-parto. É causada pela estase láctea, que favorece a proliferação bacteriana, sendo o Staphylococcus aureus o agente etiológico mais comum. O quadro clínico típico inclui dor intensa, hiperemia, calor e edema em um setor da mama, acompanhados de febre e mal-estar. O diagnóstico é clínico, e a conduta inicial é crucial para evitar complicações como o abscesso mamário. O tratamento envolve antibioticoterapia oral (ex: cefalexina, dicloxacilina), analgésicos e anti-inflamatórios (ex: ibuprofeno) para alívio da dor e inflamação. Além disso, medidas de suporte como calor local antes das mamadas e massagem suave na mama podem ajudar no esvaziamento. É de extrema importância orientar a puérpera a manter a amamentação na mama afetada, pois o esvaziamento regular é essencial para a resolução da mastite e prevenção de abscesso. A suspensão da amamentação é um erro comum que pode piorar o quadro. O encaminhamento para cirurgia (alternativa A) só seria indicado em caso de abscesso mamário, que é uma complicação da mastite não tratada ou refratária, e a ultrassonografia (alternativas C e D) seria útil para confirmar abscesso, mas não é a conduta inicial mais adequada sem sinais de flutuação.
Os sintomas clássicos incluem dor intensa em uma mama, hiperemia (vermelhidão), edema (inchaço), calor local e sintomas sistêmicos como febre, calafrios e mal-estar.
A conduta inicial envolve antibioticoterapia oral (ex: cefalexina), analgésicos/anti-inflamatórios (ex: ibuprofeno), calor local antes das mamadas e, fundamentalmente, a manutenção da amamentação na mama afetada.
Suspender a amamentação pode agravar a estase láctea, piorando a dor e aumentando o risco de formação de abscesso. A amamentação ajuda a esvaziar a mama e o bebê não é prejudicado pela ingestão do leite.
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