INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2023
O agente responsável pela maioria dos casos de mastite puerperal é:
Mastite puerperal → principal agente etiológico = Staphylococcus aureus.
Staphylococcus aureus é o patógeno mais comum na mastite puerperal, responsável pela maioria dos casos. A infecção geralmente ocorre através de fissuras ou lesões no mamilo, permitindo a entrada de bactérias da pele da mãe ou da orofaringe do bebê no ducto mamário.
A mastite puerperal é uma inflamação da mama que ocorre principalmente em mulheres lactantes, geralmente nas primeiras semanas ou meses pós-parto. É uma condição comum, afetando cerca de 10% das mulheres que amamentam, e pode ser um fator significativo para o desmame precoce, se não for adequadamente manejada. A compreensão de sua etiologia e tratamento é fundamental para profissionais de saúde que lidam com puérperas. A fisiopatologia da mastite puerperal geralmente começa com a estase láctea, que pode levar à inflamação e, posteriormente, à infecção bacteriana. O agente etiológico mais comum é o Staphylococcus aureus, que coloniza a pele da mãe e a orofaringe do bebê. Bactérias entram na mama através de fissuras ou lesões nos mamilos, ou por via ascendente pelos ductos mamários. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas de dor, rubor, calor, inchaço e febre. O tratamento da mastite puerperal inclui a manutenção da amamentação ou esvaziamento eficaz da mama, uso de analgésicos e anti-inflamatórios, e antibioticoterapia empírica. Antibióticos como cefalexina, cloxacilina ou dicloxacilina são escolhas comuns, com cobertura para S. aureus. Em casos de suspeita de S. aureus resistente à meticilina (MRSA), outras opções como clindamicina ou sulfametoxazol-trimetoprim podem ser consideradas. A falha no tratamento ou a progressão da infecção pode levar à formação de abscesso mamário, que requer drenagem.
Os sintomas incluem dor, calor, rubor e inchaço em uma área da mama, frequentemente acompanhados de febre, calafrios, mal-estar e fadiga. Pode haver também uma sensação de endurecimento ou massa na mama afetada.
O tratamento inicial envolve a manutenção da amamentação ou esvaziamento da mama afetada, uso de analgésicos/anti-inflamatórios e antibioticoterapia empírica que cubra Staphylococcus aureus, como cefalexina ou cloxacilina.
Deve-se suspeitar de abscesso mamário se houver persistência ou piora dos sintomas após 48-72 horas de antibioticoterapia adequada, ou se houver uma massa flutuante e bem definida na mama. A ultrassonografia mamária é o método diagnóstico de escolha.
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