Mastite Puerperal: Manejo e Aleitamento Materno na Amamentação

MedEvo Simulado — Prova 2025

Enunciado

Laura, primípara de 28 anos, procura a Unidade Básica de Saúde com seu filho João, de 10 dias de vida. Relata dor intensa, calor e vermelhidão na mama direita há 24 horas, acompanhada de febre (38,5°C) e mal-estar geral. O bebê, em aleitamento materno exclusivo, está irritado e parece não se saciar nas mamadas. Ao exame, a mama direita apresenta-se edemaciada, hiperemiada e muito dolorosa à palpação, com uma área de endurecimento no quadrante superior externo. A pega do bebê é superficial e há fissuras no mamilo. Qual a conduta inicial mais adequada para este caso:

Alternativas

  1. A) Suspender o aleitamento materno na mama afetada, prescrever analgésico e encaminhar para cirurgia para drenagem de abscesso.
  2. B) Orientar a manutenção do aleitamento materno na mama afetada, correção da pega e posicionamento, analgesia e iniciar antibioticoterapia com cefalexina.
  3. C) Recomendar a ordenha manual da mama afetada para aliviar a congestão, associar anti-inflamatório e aguardar 48 horas para reavaliação clínica.
  4. D) Sugerir a interrupção temporária do aleitamento materno em ambas as mamas e iniciar fórmula infantil até a resolução completa do quadro.

Pérola Clínica

Mastite puerperal: Manter aleitamento, corrigir pega, analgesia e ATB (cefalexina) são condutas iniciais essenciais.

Resumo-Chave

A mastite puerperal é uma inflamação da mama comum na amamentação. A conduta inicial mais adequada inclui a manutenção do aleitamento materno na mama afetada para evitar ingurgitamento, correção da pega do bebê, analgesia e início de antibioticoterapia, geralmente com cefalexina, para cobrir Staphylococcus aureus.

Contexto Educacional

A mastite puerperal é uma condição inflamatória da mama, frequentemente infecciosa, que afeta mulheres lactantes. É mais comum nas primeiras semanas pós-parto e geralmente é causada pela estase láctea e entrada de bactérias (principalmente Staphylococcus aureus) através de fissuras mamilares. Os sintomas clássicos incluem dor intensa, calor, vermelhidão e inchaço em um setor da mama, acompanhados de febre e mal-estar geral. A conduta inicial é crucial para evitar a progressão para um abscesso mamário. A manutenção do aleitamento materno na mama afetada é fundamental, pois a sucção do bebê ajuda a drenar o leite e reduzir o ingurgitamento. A correção da pega e do posicionamento do bebê é essencial para melhorar a eficácia da mamada e prevenir novas fissuras. Além disso, é indicada a analgesia para alívio da dor e febre, e a antibioticoterapia. A cefalexina é uma escolha comum, pois é eficaz contra S. aureus e segura para o lactente. A suspensão do aleitamento materno é uma medida incorreta que pode agravar o quadro. Para o residente, é importante reconhecer os sinais e sintomas da mastite, diferenciar do ingurgitamento mamário simples e iniciar o tratamento adequado prontamente. A orientação à puérpera sobre a importância da manutenção do aleitamento, técnicas de amamentação e sinais de alerta é parte integrante do manejo. O acompanhamento é necessário para garantir a resolução do quadro e evitar complicações como o abscesso, que demandaria drenagem cirúrgica.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da mastite puerperal?

Os sinais e sintomas incluem dor intensa, calor, vermelhidão e inchaço na mama, geralmente unilateral, acompanhados de febre (>38,5°C), calafrios e mal-estar geral. Pode haver uma área de endurecimento na mama e fissuras mamilares.

Por que é importante manter o aleitamento materno na mama afetada pela mastite?

Manter o aleitamento materno na mama afetada é crucial para promover a drenagem do leite, aliviar o ingurgitamento e reduzir a estase láctea, que é um fator predisponente à mastite. A interrupção pode piorar o quadro e aumentar o risco de formação de abscesso.

Qual o tratamento farmacológico inicial para mastite puerperal?

O tratamento farmacológico inicial para mastite puerperal inclui analgesia para controle da dor e febre, e antibioticoterapia. A cefalexina é frequentemente a escolha de primeira linha, cobrindo o Staphylococcus aureus, o patógeno mais comum, e é segura para o bebê durante a amamentação.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo