Mastite Puerperal: Aleitamento Materno e Tratamento

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2020

Enunciado

Um lactente com 1 mês de vida, nascido a termo de parto normal sem intercorrências, em aleitamento materno exclusivo, retornou à Unidade Básica de Saúde para consulta de puericultura. A mãe começou a apresentar febre (temperatura axilar = 38ºC) há 2 dias e encontra-se em bom estado geral. Apresenta dor, calor, edema e rubor em quadrante superior esquerdo da mama direita, sendo indicado tratamento domiciliar com cefalexina e ibuprofeno. Nesse caso, o aleitamento materno deverá

Alternativas

  1. A) ser mantido em ambas as mamas como parte da terapêutica materna.
  2. B) ser mantido, oferecendo somente a mama esquerda e preservando a mama afetada.
  3. C) ser suspenso pelo risco de contaminação do lactente pelas bactérias presentes no leite.
  4. D) ser suspenso devido ao uso materno de medicamentos incompatíveis com a amamentação.

Pérola Clínica

Mastite puerperal → Manter aleitamento em ambas as mamas, inclusive na afetada, para drenagem e alívio.

Resumo-Chave

A manutenção do aleitamento materno é crucial na mastite, pois a sucção do bebê ajuda na drenagem dos ductos, aliviando a congestão e acelerando a recuperação. Os medicamentos prescritos (cefalexina e ibuprofeno) são compatíveis com a amamentação.

Contexto Educacional

A mastite puerperal é uma inflamação da mama, frequentemente infecciosa, que afeta mulheres lactantes. É uma condição comum que pode causar dor significativa e desconforto, sendo crucial para a manutenção do aleitamento materno e o bem-estar da mãe e do lactente. O reconhecimento precoce e a intervenção adequada são essenciais para evitar complicações como abscessos mamários. A fisiopatologia envolve a estase láctea, que favorece a proliferação bacteriana, geralmente por Staphylococcus aureus. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas de febre, dor, calor, rubor e edema mamário. É importante diferenciar de ingurgitamento mamário, que não apresenta sinais inflamatórios sistêmicos. A conduta terapêutica inclui antibioticoterapia sistêmica e medidas de suporte. O tratamento da mastite puerperal deve incluir a manutenção do aleitamento materno, inclusive na mama afetada, pois a sucção eficaz do bebê é a melhor forma de drenar o leite e reduzir a estase. Medicamentos como cefalexina e ibuprofeno são seguros e compatíveis com a amamentação, não havendo necessidade de suspender o aleitamento. A drenagem adequada da mama é tão importante quanto a antibioticoterapia para a resolução do quadro.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da mastite puerperal?

Os sintomas incluem febre, dor, calor, edema e rubor em um quadrante da mama, geralmente acompanhados de mal-estar geral.

Por que é importante manter o aleitamento materno na mastite?

Manter o aleitamento é fundamental para promover a drenagem dos ductos mamários, aliviar a congestão, reduzir a dor e acelerar a resolução da infecção.

Quais medicamentos são seguros para tratar a mastite durante a amamentação?

Antibióticos como cefalexina, dicloxacilina ou clindamicina são geralmente seguros. Analgésicos e anti-inflamatórios como ibuprofeno também são compatíveis.

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