SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2022
Recém-nascido de 18 dias de vida, em alimento materno exclusivo, é levado à consulta de revisão. A mãe refere estar com febre (até 39,5°C) há 2 dias, calafrios e prostração. Está apresentando uma área de coloração avermelhada, dolorosa, e edemaciada, no quadrante superior externo da mama esquerda. A hipótese diagnóstica mais provável e a conduta indicada para este quadro são, respectivamente:
Mastite puerperal → febre, dor, eritema mamário; tratar com ATB e manter amamentação.
A mastite puerperal é uma infecção comum em lactantes, caracterizada por febre, calafrios, mal-estar e uma área eritematosa e dolorosa na mama. O tratamento envolve antibióticos eficazes contra Staphylococcus aureus e, crucialmente, a manutenção da amamentação para drenar o ducto e prevenir a progressão para abscesso.
A mastite puerperal é uma condição inflamatória da mama que pode ser infecciosa ou não infecciosa, comum em mulheres lactantes, especialmente nas primeiras semanas pós-parto. Sua importância clínica reside na dor e desconforto que causa à mãe, podendo levar ao desmame precoce se não for adequadamente manejada. Residentes em Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria e Medicina de Família devem estar aptos a diagnosticar e tratar essa condição. A fisiopatologia da mastite infecciosa geralmente envolve a entrada de bactérias (mais comumente Staphylococcus aureus) através de fissuras mamilares, que se proliferam em um ducto lactífero obstruído ou com estase láctea. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas sistêmicos (febre, calafrios) e locais (dor, eritema, calor, edema em área mamária). É crucial diferenciar de ingurgitamento mamário ou bloqueio de ducto, que não apresentam sinais sistêmicos de infecção. O tratamento da mastite infecciosa consiste em antibioticoterapia (ex: cefalexina, cloxacilina), analgésicos/anti-inflamatórios e, mais importante, a manutenção da amamentação ou ordenha frequente da mama afetada para garantir a drenagem. A interrupção da amamentação é um erro comum que pode piorar o quadro e levar à formação de abscesso mamário, que exigiria drenagem cirúrgica. O prognóstico é excelente com tratamento precoce e adequado.
Os sintomas clássicos da mastite puerperal incluem febre (geralmente acima de 38,5°C), calafrios, mal-estar geral, dor intensa, vermelhidão e inchaço em uma área da mama, que pode estar quente ao toque.
A conduta inicial para mastite inclui antibioticoterapia sistêmica (geralmente com cobertura para Staphylococcus aureus), analgésicos e anti-inflamatórios, e, fundamentalmente, a manutenção da amamentação ou ordenha frequente da mama afetada para garantir a drenagem.
Sim, é seguro e altamente recomendado continuar amamentando na mama afetada pela mastite. A amamentação ajuda a drenar o leite, aliviando o ingurgitamento e prevenindo a formação de abscesso. O risco de transmissão bacteriana para o bebê é baixo e os benefícios da amamentação superam os riscos.
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