Mastite Puerperal: Etiologia, Contaminação e Manejo

PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2023

Enunciado

A mastite puerperal é um processo infeccioso das mamas que pode acometer 10 a 30% das lactantes. É unilateral, mais frequente em primíparas, e na maioria das vezes tem evolução favorável. O pico de incidência ocorre entre a 2ª e a 5ª semana de lactação. Sobre este processo infeccioso, sabe-se que:

Alternativas

  1. A) a forma epidêmica ocorre em surtos de piodermites em berçários causadas por cepas altamente virulentas de Staphylococcus aureus. A endêmica, é a forma mais frequente, e ocorre após a 2ª semana do puerpério. 
  2. B) a contaminação da mama ocorre por via hematogênica (mais frequente), na sepse puerperal, ou transpapilar (rara). 
  3. C) na infecção parenquimatosa os germes penetram na papila mamária por via hematogênica.
  4. D) o Staphylococcus aureus é o principal agente etiológico, sendo responsável por 95% dos casos. Infecções por outros agentes são menos frequentes, no entanto podem ser mais graves e associadas a acometimento bilateral. 

Pérola Clínica

Mastite puerperal: Staphylococcus aureus é o principal agente etiológico (>90%), contaminação transpapilar é a via mais comum.

Resumo-Chave

A mastite puerperal é uma infecção comum em lactantes, sendo o Staphylococcus aureus o agente etiológico predominante, responsável pela vasta maioria dos casos. A via de contaminação mais frequente é a transpapilar, através de fissuras ou lesões no mamilo, e não a hematogênica, que é rara.

Contexto Educacional

A mastite puerperal é uma complicação comum da lactação, afetando uma parcela significativa de mulheres. Caracteriza-se por um processo inflamatório e infeccioso da mama, geralmente unilateral, com pico de incidência entre a 2ª e 5ª semana pós-parto. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são cruciais para evitar complicações como o abscesso mamário. A fisiopatologia envolve a estase láctea, que favorece a proliferação bacteriana, e a entrada de microrganismos através de fissuras ou lesões no mamilo. O Staphylococcus aureus é, de longe, o agente etiológico mais frequente, sendo responsável pela grande maioria dos casos. Outros agentes são menos comuns, mas podem indicar um quadro mais grave ou atípico. O tratamento da mastite puerperal inclui medidas de suporte, como esvaziamento adequado da mama (continuar amamentando ou ordenhar), compressas mornas e analgésicos. A antibioticoterapia é indicada para infecções bacterianas, com escolha baseada na cobertura para Staphylococcus aureus. A persistência dos sintomas ou a formação de massa palpável pode indicar a formação de abscesso, que requer drenagem.

Perguntas Frequentes

Qual o principal agente etiológico da mastite puerperal?

O Staphylococcus aureus é o principal agente etiológico da mastite puerperal, responsável por mais de 90% dos casos, seguido por Streptococcus spp. e Escherichia coli.

Qual a via de contaminação mais comum na mastite puerperal?

A via de contaminação mais comum é a transpapilar, onde bactérias da pele da mãe ou da boca do bebê entram na mama através de fissuras ou lesões nos mamilos.

A mastite puerperal pode ser bilateral?

Embora a mastite puerperal seja classicamente unilateral, infecções por agentes menos comuns ou em casos de sepse podem levar a acometimento bilateral, que tende a ser mais grave.

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