PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2023
A mastite puerperal é um processo infeccioso das mamas que pode acometer 10 a 30% das lactantes. É unilateral, mais frequente em primíparas, e na maioria das vezes tem evolução favorável. O pico de incidência ocorre entre a 2ª e a 5ª semana de lactação. Sobre este processo infeccioso, sabe-se que:
Mastite puerperal: Staphylococcus aureus é o principal agente etiológico (>90%), contaminação transpapilar é a via mais comum.
A mastite puerperal é uma infecção comum em lactantes, sendo o Staphylococcus aureus o agente etiológico predominante, responsável pela vasta maioria dos casos. A via de contaminação mais frequente é a transpapilar, através de fissuras ou lesões no mamilo, e não a hematogênica, que é rara.
A mastite puerperal é uma complicação comum da lactação, afetando uma parcela significativa de mulheres. Caracteriza-se por um processo inflamatório e infeccioso da mama, geralmente unilateral, com pico de incidência entre a 2ª e 5ª semana pós-parto. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são cruciais para evitar complicações como o abscesso mamário. A fisiopatologia envolve a estase láctea, que favorece a proliferação bacteriana, e a entrada de microrganismos através de fissuras ou lesões no mamilo. O Staphylococcus aureus é, de longe, o agente etiológico mais frequente, sendo responsável pela grande maioria dos casos. Outros agentes são menos comuns, mas podem indicar um quadro mais grave ou atípico. O tratamento da mastite puerperal inclui medidas de suporte, como esvaziamento adequado da mama (continuar amamentando ou ordenhar), compressas mornas e analgésicos. A antibioticoterapia é indicada para infecções bacterianas, com escolha baseada na cobertura para Staphylococcus aureus. A persistência dos sintomas ou a formação de massa palpável pode indicar a formação de abscesso, que requer drenagem.
O Staphylococcus aureus é o principal agente etiológico da mastite puerperal, responsável por mais de 90% dos casos, seguido por Streptococcus spp. e Escherichia coli.
A via de contaminação mais comum é a transpapilar, onde bactérias da pele da mãe ou da boca do bebê entram na mama através de fissuras ou lesões nos mamilos.
Embora a mastite puerperal seja classicamente unilateral, infecções por agentes menos comuns ou em casos de sepse podem levar a acometimento bilateral, que tende a ser mais grave.
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