UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2022
Puérpera, 20a, G1P1, amamentando recém-nascido de 20 dias de vida, comparece à Unidade Básica de Saúde com queixa de dor mamária e febre há dois dias. Exame físico: bom estado geral, FC= 100 bpm, FR= 18 irpm, PA= 125x88 mmHg, T= 38° C. Exame das mamas: ingurgitamento bilateral; mama direita avermelhada e dolorosa à palpação, com edema de pele, sem sinais de abscesso, com fissura mamilar. ALÉM DA ORDENHA DAS MAMAS, A CONDUTA É:
Mastite puerperal: ATB oral (cefalexina/clindamicina) + manter amamentação + ordenha + analgesia.
O quadro clínico de dor mamária, febre e sinais inflamatórios localizados em puérpera amamentando é altamente sugestivo de mastite puerperal. A conduta inclui antibioticoterapia oral, analgesia e, crucialmente, a manutenção da amamentação para evitar estase láctea e progressão da infecção.
A mastite puerperal é uma inflamação da mama que pode ser infecciosa ou não infecciosa, comum em mulheres que amamentam, especialmente nas primeiras semanas pós-parto. É caracterizada por dor, calor, rubor e edema em uma área da mama, frequentemente acompanhada de febre e mal-estar geral. A estase láctea, muitas vezes causada por mamadas ineficazes ou ingurgitamento, é um fator predisponente importante. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e achados do exame físico. A presença de fissuras mamilares pode indicar uma porta de entrada para bactérias, sendo o Staphylococcus aureus o agente etiológico mais comum. A conduta terapêutica envolve medidas de suporte e, na maioria dos casos, antibioticoterapia. É crucial que a amamentação seja mantida na mama afetada, pois a interrupção pode levar ao acúmulo de leite e agravar o quadro, aumentando o risco de abscesso mamário. O tratamento inclui antibioticoterapia oral (ex: cefalexina, clindamicina, amoxicilina/clavulanato), analgesia (paracetamol, ibuprofeno), compressas mornas antes das mamadas para facilitar o fluxo de leite e compressas frias após para aliviar a dor e o edema. A correção da técnica de amamentação e a ordenha eficaz são essenciais para prevenir recorrências e garantir a resolução do quadro. Em casos de abscesso, a drenagem cirúrgica ou por punção guiada por ultrassom pode ser necessária.
O tratamento inicial para mastite puerperal inclui antibioticoterapia oral (ex: cefalexina, clindamicina), analgesia, anti-inflamatórios, e medidas de suporte como compressas mornas e, fundamentalmente, a manutenção da amamentação ou ordenha frequente da mama afetada.
Sim, é seguro e recomendado continuar amamentando na mama afetada pela mastite. A interrupção da amamentação pode levar à estase láctea, piorando a infecção e aumentando o risco de formação de abscesso. O leite não é prejudicial ao bebê.
O principal agente etiológico é o Staphylococcus aureus. A fissura mamilar serve como porta de entrada para bactérias da pele da mãe ou da orofaringe do bebê, facilitando a infecção do tecido mamário.
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