MedEvo Simulado — Prova 2025
Paciente de 28 anos, G1P1A0, 45 dias após parto vaginal, comparece à consulta de puerpério na Unidade Básica de Saúde. Refere dor intensa, inchaço e vermelhidão na mama direita, acompanhados de calafrios e febre de 38.8°C nas últimas 24 horas. Relata que, devido a uma dificuldade inicial na pega e uma pequena fissura no mamilo, diminuiu a frequência das mamadas nessa mama nos últimos dias. Ao exame físico, observa-se mama direita com área de 6cm em quadrante ínfero-lateral, quente, hiperemiada e dolorosa à palpação, sem sinais de flutuação, coleção purulenta visível ou trajetos fistulosos. <br><br>Diante do quadro clínico apresentado, assinale a conduta mais adequada:
Mastite puerperal: ATB (cefalexina/amoxi-clav) + manter amamentação e esvaziamento mamário eficaz.
O quadro clínico de dor, inchaço, vermelhidão, febre e calafrios, associado a dificuldade na pega e fissura mamilar, é altamente sugestivo de mastite puerperal infecciosa. A conduta essencial inclui antibioticoterapia e, crucialmente, a manutenção da amamentação e o esvaziamento completo da mama para evitar progressão para abscesso.
A mastite puerperal é uma inflamação da mama, geralmente unilateral, que afeta mulheres lactantes, sendo mais comum nas primeiras semanas pós-parto. É frequentemente causada por estase láctea e infecção bacteriana, com o Staphylococcus aureus sendo o patógeno mais comum. Fatores de risco incluem fissuras mamilares, pega incorreta do bebê, mamadas infrequentes e ingurgitamento mamário. A condição pode ser debilitante e, se não tratada adequadamente, pode evoluir para um abscesso mamário. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas de dor, calor, rubor e inchaço na mama, acompanhados de sintomas sistêmicos como febre e calafrios. É crucial diferenciar a mastite infecciosa do ingurgitamento mamário ou da mastite não infecciosa, que geralmente não apresentam febre alta e mal-estar. O exame físico deve buscar sinais de flutuação que sugiram abscesso, embora a ultrassonografia seja o método de escolha para confirmar ou descartar uma coleção. O tratamento da mastite infecciosa envolve antibioticoterapia sistêmica (ex: cefalexina 500mg 6/6h ou amoxicilina-clavulanato 875/125mg 12/12h por 10-14 dias), analgesia e, de forma crucial, a manutenção da amamentação e o esvaziamento completo e frequente da mama afetada. A interrupção da amamentação pode levar à piora da estase e à formação de abscesso. Compressas mornas antes da mamada podem ajudar na ejeção do leite, e compressas frias após podem aliviar a dor e o inchaço. A falha no tratamento após 48-72 horas ou a presença de flutuação indica a necessidade de investigação para abscesso.
A mastite puerperal manifesta-se com dor intensa, inchaço, vermelhidão e calor na mama, frequentemente acompanhados de febre (>38.5°C) e calafrios, além de mal-estar geral.
A conduta inicial inclui antibioticoterapia (ex: cefalexina ou amoxicilina-clavulanato por 10-14 dias), analgesia e, fundamentalmente, a manutenção da amamentação e o esvaziamento completo e frequente da mama afetada.
Não, a suspensão da amamentação na mama afetada é contraindicada, pois pode agravar o ingurgitamento e aumentar o risco de formação de abscesso. A amamentação deve ser mantida e incentivada.
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