UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
Paciente procura a emergência na sexta semana pós-parto referindo febre e dor mamária. O exame físico revela mamas ingurgitadas, com área de hiperemia e calor em quadrante superior externo direito. A ultrassonografia não identifica áreas de abcesso. Com relação à amamentação nesse caso, recomenda-se:
Mastite puerperal sem abscesso → manter amamentação em livre demanda e iniciar antibiótico.
Em casos de mastite puerperal sem formação de abscesso, a amamentação deve ser mantida em livre demanda na mama afetada e na saudável. Isso ajuda a esvaziar a mama, reduzir o ingurgitamento e prevenir a progressão da infecção, além de não prejudicar o bebê, mesmo com uso de antibióticos compatíveis.
A mastite puerperal é uma inflamação da mama que pode ser acompanhada de infecção, comum em mulheres lactantes, especialmente nas primeiras semanas pós-parto. Afeta cerca de 10% das mulheres que amamentam e é frequentemente causada por Staphylococcus aureus, que entra na mama através de fissuras ou lesões no mamilo. A estase de leite, devido a mamadas ineficazes ou ingurgitamento, é um fator predisponente crucial. O diagnóstico é clínico, baseado em sintomas como dor localizada, calor, hiperemia e inchaço na mama, frequentemente acompanhados de febre, calafrios e mal-estar. A ultrassonografia mamária é indicada para diferenciar mastite de abscesso mamário, sendo este último uma complicação que exige drenagem. É fundamental diferenciar a mastite de um simples ingurgitamento mamário, que não apresenta sinais inflamatórios sistêmicos. O tratamento da mastite sem abscesso envolve medidas para esvaziar a mama (manter a amamentação em livre demanda ou ordenha), uso de analgésicos e anti-inflamatórios, e antibioticoterapia empírica, geralmente com cefalexina ou cloxacilina, por 10 a 14 dias. A amamentação deve ser mantida na mama afetada, pois ajuda a resolver o ingurgitamento e não representa risco para o bebê, mesmo com a maioria dos antibióticos compatíveis com a lactação.
Os sintomas incluem dor mamária unilateral, calor, hiperemia e inchaço na mama, geralmente acompanhados de febre, calafrios e mal-estar geral. Pode haver ingurgitamento mamário associado.
Manter a amamentação ajuda a esvaziar a mama de forma eficaz, reduzindo o ingurgitamento e a estase de leite, que são fatores que contribuem para a infecção. Isso também previne a progressão para abscesso.
O tratamento inicial inclui esvaziamento efetivo da mama (amamentação ou ordenha), compressas mornas, analgésicos/anti-inflamatórios e antibióticos específicos para Staphylococcus aureus, como cefalexina ou cloxacilina, por 10 a 14 dias.
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