CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2025
Puérpera de pós-parto normal há 52 dias, apresentando dor, edema e hiperemia na mama direita, febre de 38°C há 02 dias, sem melhora clínica com uso de analgésicos. Qual o melhor esquema terapêutico e que medidas de suporte podemos orientá-la?
Mastite puerperal: Cefalexina VO, manter amamentação, ordenha efetiva e suporte local.
A mastite puerperal é uma infecção comum na lactação, geralmente causada por Staphylococcus aureus. O tratamento inclui antibióticos orais eficazes contra S. aureus (como cefalexina) e, crucialmente, medidas de suporte como manter a amamentação e a ordenha efetiva para evitar estase láctea e progressão para abscesso.
A mastite puerperal é uma condição inflamatória da mama, frequentemente infecciosa, que afeta mulheres lactantes, com uma incidência de 2% a 33%. Geralmente ocorre nas primeiras 6 semanas pós-parto, mas pode surgir a qualquer momento durante a amamentação. É uma causa comum de dor mamária e febre no puerpério, sendo importante para a prática clínica e para questões de residência médica. A fisiopatologia envolve a estase láctea, que pode levar à inflamação e, posteriormente, à infecção bacteriana, sendo o Staphylococcus aureus o agente etiológico mais comum. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas de dor, calor, rubor e edema mamário, associados a sintomas sistêmicos como febre. É fundamental diferenciar de ingurgitamento mamário, que não apresenta sinais inflamatórios tão intensos ou febre alta. O tratamento consiste em antibioticoterapia oral (ex: cefalexina, cloxacilina) por 7-14 dias, analgésicos e anti-inflamatórios. As medidas de suporte são essenciais e incluem manter a amamentação ou ordenha frequente e eficaz da mama afetada, aplicar compressas mornas antes da amamentação e frias após, e usar sutiã de suporte. A não melhora com o tratamento ou a presença de massa flutuante pode indicar a formação de abscesso, que requer drenagem.
Os principais sinais e sintomas incluem dor, edema, hiperemia (vermelhidão) em uma das mamas, geralmente acompanhados de febre, calafrios e mal-estar. Pode haver uma área endurecida ou nodular na mama.
O tratamento de primeira linha é com antibióticos orais eficazes contra Staphylococcus aureus, como a cefalexina (500 mg 6/6h) ou cloxacilina. A duração do tratamento é geralmente de 10 a 14 dias, mas pode variar de 7 a 14 dias dependendo da resposta clínica.
Sim, é crucial e seguro continuar amamentando na mama afetada, pois ajuda a esvaziar os ductos mamários e prevenir a estase láctea, que pode agravar a infecção. A ordenha efetiva e o uso de sutiã de suporte também são importantes medidas de suporte.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo