HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2020
O médico de família e comunidade Marcos realiza visita domiciliar para Maria Clara, 22 anos, puérpera, e Alice, sua filha RN de 10 dias de vida. Durante o pré-natal realizado na UBS, Maria Clara sempre se mostrou preocupada com a possibilidade de perda fetal devido ao aborto que teve em sua primeira gestação, contudo não teve nenhuma intercorrência nesta gravidez. Alice, por sua vez, nasceu com 40s 2d de parto normal, ficando internada por 2 dias para fototerapia devido à icterícia neonatal. Realizou testes do reflexo vermelho, coraçãozinho e orelhinha ainda na maternidade, sem alterações. Recentemente, coletou amostra para teste do pezinho na Unidade de Saúde, porém ainda sem resultado. Ao conversar sobre a experiência do pós-parto, Maria Clara comenta que vem amamentando a filha exclusivamente pelo seio materno, porém notou que o seio esquerdo tem ficado dolorido, edemaciado e avermelhado há dois dias, além dela mesma sentir calafrios durante o mesmo período. Por fim, ao examinar a RN, o médico percebeu um hérnia umbilical discreta, com cerca de 1 cm de diâmetro, sem sinais de estrangulamento ou encarceramento. A conduta mais adequada para mãe e filha, respectivamente são a
Mastite puerperal sem abscesso → ATB domiciliar + manter aleitamento. Hérnia umbilical RN < 2cm → observação, resolução espontânea.
A mastite puerperal, caracterizada por dor, edema e eritema mamário, geralmente é tratada com antibioticoterapia oral e manutenção do aleitamento para evitar estase láctea. Hérnias umbilicais pequenas em recém-nascidos tendem a fechar espontaneamente, requerendo apenas observação.
O período puerperal e neonatal são fases de grande vulnerabilidade e demandam atenção especial do médico. A mastite puerperal é uma inflamação da mama, geralmente infecciosa, que afeta mulheres lactantes. É caracterizada por dor, eritema, edema e calor local, podendo vir acompanhada de sintomas sistêmicos como febre e calafrios. O manejo adequado é crucial para evitar complicações como o abscesso mamário e para garantir a continuidade do aleitamento materno, que é fundamental para a saúde do bebê. A conduta para mastite puerperal envolve antibioticoterapia oral (geralmente por 10-14 dias), analgésicos e anti-inflamatórios, e o mais importante, a manutenção do esvaziamento da mama, seja pela amamentação ou ordenha. A suspensão do aleitamento no seio afetado é um erro comum que pode piorar a estase láctea. No caso do recém-nascido, a hérnia umbilical é uma condição comum, resultante do fechamento incompleto do anel umbilical. A maioria das hérnias umbilicais em recém-nascidos e lactentes é pequena (até 2 cm) e tem resolução espontânea até os 4-5 anos de idade, não necessitando de intervenção cirúrgica imediata, apenas observação. Sinais de encarceramento ou estrangulamento (dor intensa, vômitos, alteração da coloração da pele sobre a hérnia) são emergências cirúrgicas. Para residentes, é vital diferenciar as condições que requerem intervenção imediata daquelas que podem ser manejadas com observação e suporte.
O tratamento inicial para mastite puerperal sem sinais de abscesso inclui antibioticoterapia oral (ex: cefalexina, dicloxacilina) e, crucialmente, a manutenção do aleitamento materno no seio afetado para esvaziamento e alívio da estase.
Hérnias umbilicais em recém-nascidos geralmente fecham espontaneamente até os 4-5 anos. A cirurgia é considerada se a hérnia for muito grande (>2 cm), persistir após essa idade, ou apresentar sinais de encarceramento/estrangulamento.
Os sintomas da mastite puerperal incluem dor, inchaço, calor e vermelhidão em uma área da mama, frequentemente acompanhados de febre, calafrios e mal-estar geral.
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