Mastite Puerperal: Conduta e Amamentação

UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2025

Enunciado

Puérpera de duas semanas pós-parto dá entrada em setor de urgência apresentando: dor intensa em mama direita, ingurgitamento mamário, hiperemia de grande parte da mama, edema, mas sem ponto de flutuação, febre de 39º C. Qual a melhor conduta a ser tomada nesse caso?

Alternativas

  1. A) Não interromper a amamentação, proceder o esvaziamento da mama, iniciar antibioticoterapia de amplo espectro e orientar uso de soutien de sustentação.
  2. B) Orientar a suspenção da amamentação, orientar aplicação de bolsa de água morna, prescrever antiinflamatórios e orientar evitar o uso de soutien.
  3. C) Prescrever gentamicina 80 mg de 8/8h.
  4. D) Realizar punção mamária as cegas procurando lojas de abscessos, proceder ordenha manual desprezando o leite retirado, prescrever cabergolina 01 comprimido de 12/12 h.

Pérola Clínica

Mastite puerperal (dor, hiperemia, febre) → NÃO interromper amamentação + Esvaziamento mamário + ATB.

Resumo-Chave

A mastite puerperal é uma infecção comum em lactantes. A conduta essencial inclui a manutenção da amamentação e o esvaziamento eficaz da mama para evitar a progressão para abscesso, além de antibioticoterapia para combater a infecção bacteriana.

Contexto Educacional

A mastite puerperal é uma inflamação da mama que pode ser infecciosa ou não infecciosa, ocorrendo mais frequentemente em mulheres lactantes, geralmente nas primeiras semanas pós-parto. É uma condição comum e dolorosa, que pode levar à interrupção precoce da amamentação se não for manejada corretamente. A principal causa é a estase láctea, que favorece a proliferação bacteriana, sendo o Staphylococcus aureus o agente etiológico mais comum. O quadro clínico típico inclui dor intensa, ingurgitamento, hiperemia (vermelhidão), calor e edema em um setor da mama, frequentemente acompanhados de sintomas sistêmicos como febre (geralmente >38,5°C), calafrios e mal-estar. A ausência de ponto de flutuação é importante, pois indica que ainda não há formação de abscesso, o que mudaria a conduta para drenagem. A conduta primordial na mastite puerperal é a manutenção da amamentação e o esvaziamento eficaz da mama afetada, seja pela sucção do bebê, ordenha manual ou bomba. Isso é crucial para aliviar a estase láctea e reduzir a inflamação. Além disso, a antibioticoterapia é indicada para combater a infecção bacteriana, com agentes que cubram Staphylococcus aureus, como cefalexina ou cloxacilina. O uso de soutien de sustentação adequado e analgésicos também são recomendados para alívio dos sintomas. A interrupção da amamentação é contraindicada, pois agrava o quadro e aumenta o risco de complicações como o abscesso mamário.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da mastite puerperal?

Os sintomas incluem dor intensa, calor, hiperemia e edema em uma parte da mama, acompanhados de febre, calafrios e mal-estar geral.

Por que é importante não interromper a amamentação durante a mastite?

A interrupção da amamentação pode levar ao ingurgitamento mamário e estase de leite, o que piora a inflamação e aumenta o risco de formação de abscesso. O esvaziamento da mama é terapêutico.

Qual o antibiótico de escolha para mastite puerperal?

Antibióticos que cobrem Staphylococcus aureus, como cefalexina ou cloxacilina, são geralmente a primeira escolha. Em casos de alergia, clindamicina pode ser usada.

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