HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2025
Mulher puérpera, de 28 anos de idade, comparece em consulta de retorno na Unidade Básica de Saúde no 40° dia após parto vaginal com períneo íntegro. Ao ser questionada sobre a amamentação, relata que está tendo dificuldade e notou que a mama direita está mais endurecida e quente, com piora da dor ao amamentar, nos últimos 3 dias. Ontem aferiu a temperatura axilar, que estava em 37,9°C. Ao exame, apresenta mama direita com eritema, edema e dor localizados em quadrante súpero-lateral, sem área de flutuação, com uma fissura cicatrizada em mamilo. A mama esquerda não tem alterações. Vista saída de secreção láctea à expressão bilateralmente. Sinais vitais estáveis, sem outras alterações. Quais são as orientações que devem ser dadas com relação ao quadro mamário da paciente?
Mastite puerperal sem flutuação e febre baixa → Corrigir pega, ordenha, compressas frias, sintomáticos.
O quadro clínico sugere mastite não infecciosa ou fase inicial de mastite infecciosa. A conduta inicial foca em melhorar o esvaziamento da mama e aliviar os sintomas, sem necessidade imediata de antibióticos se não houver sinais de infecção bacteriana grave ou abscesso.
A mastite puerperal é uma inflamação da mama comum em lactantes, geralmente causada por ingurgitamento mamário e estase láctea, que pode ou não evoluir para uma infecção bacteriana. Os sintomas incluem dor, calor, eritema, edema e, por vezes, febre. Fissuras mamilares podem ser uma porta de entrada para bactérias, mas a principal causa é o esvaziamento incompleto da mama. O manejo inicial da mastite, especialmente em casos sem sinais de infecção bacteriana grave ou abscesso, é conservador e focado em melhorar o esvaziamento da mama. Isso inclui a correção da pega do bebê, ordenha manual ou com bomba após as mamadas, e o uso de compressas frias para aliviar a dor e a inflamação. Analgésicos e anti-inflamatórios também são úteis para o controle sintomático. A decisão de iniciar antibióticos deve ser cuidadosa. Eles são reservados para casos com sinais claros de infecção bacteriana (febre alta persistente, calafrios, piora rápida dos sintomas) ou quando as medidas conservadoras não resultam em melhora em 24-48 horas. É crucial que a amamentação seja mantida, pois ajuda no esvaziamento da mama e na resolução do quadro.
Os sinais iniciais de mastite puerperal incluem dor, calor, eritema e edema localizados na mama, muitas vezes acompanhados de febre baixa e mal-estar geral.
A conduta inicial envolve correção da pega, ordenha manual ou com bomba para esvaziar a mama, compressas frias para alívio da dor e inflamação, e analgésicos/anti-inflamatórios para controle sintomático.
Antibióticos são indicados se houver sinais de infecção bacteriana (febre alta, calafrios, piora rápida dos sintomas) ou se os sintomas não melhorarem em 24-48 horas com as medidas conservadoras.
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