UFS/HU - Hospital Universitário de Sergipe - Aracaju (SE) — Prova 2020
Recém-nascido, 14 dias de vida, é levado à consulta pediátrica de puericultura. Mãe relata dificuldade na amamentação, pois está com mastite em mama esquerda, com febre e em uso de Cefalexina há um dia. Refere que sente muita dor para amamentar, e a criança chora muito. A conduta MAIS adequada nesse caso é:
Mastite: manter amamentação na mama afetada para drenagem e evitar abscesso; ATB compatível com LM.
A amamentação deve ser mantida na mama afetada pela mastite, pois a drenagem eficaz do leite é crucial para a resolução da infecção e prevenção de complicações como o abscesso. A maioria dos antibióticos usados para mastite, como a Cefalexina, é compatível com a amamentação.
A mastite puerperal é uma inflamação da mama, geralmente infecciosa, que afeta lactantes, sendo mais comum nas primeiras 6 semanas pós-parto. É uma condição dolorosa que pode levar à interrupção precoce da amamentação se não for manejada corretamente. A etiologia mais comum é a entrada de bactérias da pele (Staphylococcus aureus) através de fissuras mamilares, levando à infecção do tecido mamário. O diagnóstico é clínico, com sintomas como dor, calor, rubor e inchaço em uma área da mama, frequentemente acompanhados de febre e mal-estar. A fisiopatologia envolve a estase láctea, que favorece a proliferação bacteriana. É crucial diferenciar a mastite de um ingurgitamento mamário ou ducto obstruído, embora estes possam progredir para mastite. A conduta mais adequada e essencial é manter a amamentação na mama afetada, pois a drenagem contínua do leite é terapêutica e previne a formação de abscesso. O tratamento inclui antibioticoterapia (ex: Cefalexina, Amoxicilina/Clavulanato) por 10-14 dias, analgesia, compressas mornas antes da mamada e frias após, e repouso. A interrupção da amamentação é contraindicada, pois agrava a estase e o quadro clínico.
Sim, é seguro e recomendado continuar amamentando na mama afetada durante o tratamento da mastite. A maioria dos antibióticos prescritos, como a Cefalexina, é compatível com a amamentação e não prejudica o bebê.
A drenagem eficaz do leite é fundamental para a resolução da mastite. A estase láctea contribui para a inflamação e infecção; amamentar ou ordenhar a mama ajuda a desobstruir os ductos e reduzir a carga bacteriana.
O tratamento da mastite inclui antibioticoterapia (ex: Cefalexina, Amoxicilina/Clavulanato), analgesia, repouso, hidratação e, crucialmente, a manutenção da amamentação ou ordenha frequente da mama afetada para garantir a drenagem do leite.
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