SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2021
Lactente de 30 dias, em aleitamento materno exclusivo, é levado à consulta de puericultura. A mãe refere estar com febre (até 39ºC) há 1 dia, com calafrios e prostração. Observou uma área avermelhada, dolorosa e localizada no quadrante superior da mama esquerda. O diagnóstico e conduta nesse caso são:
Mastite puerperal: febre + dor/eritema mamário → ATB para mãe e MANTER amamentação.
A mastite puerperal é uma inflamação da mama, geralmente infecciosa, comum durante a amamentação. O tratamento envolve antibióticos eficazes contra Staphylococcus aureus e é crucial manter a amamentação ou ordenha para evitar ingurgitamento e progressão para abscesso.
A mastite puerperal é uma inflamação da mama que ocorre principalmente durante a lactação, afetando cerca de 10% das mulheres que amamentam. Geralmente é causada por Staphylococcus aureus que entra na mama através de fissuras nos mamilos. É fundamental para a saúde materna e a continuidade do aleitamento materno que o diagnóstico e tratamento sejam rápidos e eficazes. A fisiopatologia envolve a estase láctea, que favorece a proliferação bacteriana. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas de febre, calafrios, mal-estar e sinais inflamatórios localizados na mama (dor, calor, rubor, inchaço). É importante diferenciar de ingurgitamento mamário, que não apresenta sinais sistêmicos de infecção. O tratamento consiste em antibioticoterapia oral (geralmente por 10-14 dias, com drogas como cefalexina ou cloxacilina), analgésicos e anti-inflamatórios. A medida mais importante é a manutenção da amamentação ou ordenha frequente da mama afetada para garantir o esvaziamento e prevenir a formação de abscesso. A suspensão da amamentação é contraindicada, a menos que haja um abscesso que impeça a drenagem.
Os sintomas incluem febre, calafrios, mal-estar geral, dor, inchaço, calor e vermelhidão em uma área da mama, geralmente unilateral.
A conduta inicial envolve o uso de antibióticos (ex: cefalexina, cloxacilina), analgésicos/anti-inflamatórios e, crucialmente, a manutenção da amamentação ou ordenha frequente da mama afetada.
Sim, é seguro e recomendado continuar amamentando ou ordenhando a mama afetada. Isso ajuda a desobstruir os ductos e acelerar a recuperação, além de prevenir o ingurgitamento.
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