SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2020
Puérpera procura serviço de urgência com queixa de dor na mama esquerda, febre (39° C) e mal-estar. Ao exame, constatou-se mama esquerda ingurgitada, com sinais flogísticos em quadrante superior lateral. Qual é o agente etiológico mais prevalente neste caso e tratamento indicado?
Mastite puerperal infecciosa → S. aureus é o agente mais comum; tratamento inclui ATB e manutenção da amamentação.
A mastite puerperal infecciosa é uma complicação comum da amamentação, sendo o Staphylococcus aureus o agente etiológico mais prevalente. O tratamento envolve antibióticos eficazes contra S. aureus (como cefalexina ou cloxacilina), além de medidas de suporte como esvaziamento mamário contínuo e analgésicos, sendo a manutenção da amamentação crucial.
A mastite puerperal é uma inflamação da mama que ocorre principalmente durante a amamentação, afetando cerca de 10% das mulheres lactantes. É uma condição importante para residentes reconhecerem e tratarem adequadamente, pois pode causar dor significativa, febre e, se não tratada, evoluir para abscesso mamário. O ingurgitamento mamário e a estase do leite são fatores predisponentes. A fisiopatologia da mastite infecciosa geralmente envolve a entrada de bactérias da pele da mãe ou da boca do bebê através de fissuras ou lesões no mamilo. O Staphylococcus aureus é o agente etiológico mais comum, responsável pela maioria dos casos. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas de dor, calor, rubor, inchaço e febre, associados à amamentação. O tratamento da mastite puerperal inclui medidas de suporte e antibioticoterapia. É crucial manter a amamentação ou realizar o esvaziamento regular da mama para evitar a estase do leite. Antibióticos como cefalexina ou cloxacilina são a primeira escolha, cobrindo o Staphylococcus aureus. Analgésicos e anti-inflamatórios também são indicados para alívio dos sintomas. A não resolução ou piora pode indicar formação de abscesso, que requer drenagem.
Os sintomas incluem dor intensa na mama, calor, rubor e inchaço (sinais flogísticos), febre (geralmente >38,5°C), calafrios e mal-estar geral, frequentemente acompanhados de ingurgitamento mamário no quadrante afetado.
O Staphylococcus aureus é o agente mais prevalente na mastite puerperal. O tratamento envolve antibióticos como cefalexina ou cloxacilina, analgésicos e anti-inflamatórios, além da manutenção da amamentação ou esvaziamento regular da mama para aliviar a estase.
Sim, é seguro e recomendado continuar amamentando na mama afetada, pois ajuda no esvaziamento e na resolução da infecção. A interrupção pode piorar o ingurgitamento e aumentar o risco de abscesso, além de não haver risco significativo para o bebê.
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